Marcell Moraes denuncia morte de macaco após ser resgatado em condomínio de Salvador
Por Lucas Vieira
O ex-deputado estadual Marcell Moraes denunciou, nesta quinta-feira (8), a morte de seu macaco, Alcebíades, após o animal ter sido resgatado pela polícia no condomínio Alphaville 2, em Salvador. Segundo Marcell, o macaco estava saudável quando deixou a residência e foi levado após entrar na casa de vizinhos.
O animal teria ficado sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que há suspeita de envenenamento e cobrou uma perícia que considere todas as etapas desde o contato com os moradores até o período em que Alcebíades esteve sob responsabilidade dos órgãos ambientais.
“Agora meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente. Quero saber o que aconteceu com ele, desde o contato com os vizinhos, durante a ação policial e enquanto esteve sob os cuidados do Cetas e do Inema”, escreveu.
Marcell também afirmou que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos caso as investigações apontem responsabilidades pela morte do animal. O Bahia Notícias entrou em contato com o Inema e com a Polícia Militar para obter informações sobre o caso. Até a publicação, não houve retorno.
O macaco havia sido resgatado na segunda-feira (5), após fugir da residência de Marcell no Alphaville 2. Na ocasião, vídeos obtidos pelo BN mostraram o momento em que o animal foi capturado após permanecer horas no condomínio.
Em nota, o Inema informou que o macaco-prego-preto chegou ao Cetas na noite de segunda-feira (5) em estado debilitado, desacordado e com lesões na face e na língua. O animal apresentava temperatura corporal de 42 °C e frequência cardíaca superior a 170 batimentos por minuto.
Segundo o órgão, o boletim de ocorrência relata que o macaco mordeu três pessoas durante as tentativas de contenção e teria colidido contra um box de vidro dentro de uma residência. Também foi relatada a possibilidade de o animal ter tido acesso a bebidas alcoólicas e medicamentos encontrados no imóvel, mas não foi possível confirmar a ingestão.
O Inema afirmou que o animal recebeu atendimento veterinário, mas morreu às 18h42 do dia 5 de outubro. Entre as hipóteses clínicas consideradas estava a exposição a agentes tóxicos, embora os sinais apresentados não sejam suficientes para confirmar uma intoxicação.
O corpo será submetido a exame necroscópico para investigar as circunstâncias da morte. O instituto também informou que vai apurar os cuidados prestados ao animal e verificar eventual negligência por parte do tutor, além de avaliar possíveis medidas administrativas.
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