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Coordenador de Flávio diz ser "fake news" que o PL esteja negociando para "salvar a pele" de Alexandre de Moraes

Por Edu Mota, de Brasília

Coordenador de Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O coordenador da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL), o senador Rogério Marinho (PL-RN), desmentiu nesta quarta-feira (7) que o partido estaria costurando um acordo para poupar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de um eventual impeachment. Marinho disse que essa informação era uma “fake news”.

 

O debate sobre a costura de um acordo entre o candidato e o STF começou a circular nas redes sociais a partir da informação de que o senador Rogério Marinho havia tido um “encontro secreto” com o ministro Gilmar Mendes, há algumas semanas. Marinho disse que não haverá vingança contra o STF, mas deixou claro que o novo Congresso não vai fechar os olhos para os problemas.

 

Os boatos sobre eventual proteção a Moraes levaram inclusive o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) a dizer que tinha sim ouvido falar a respeito de uma negociação para “livrar a pele” de Alexandre de Moraes. Em entrevista na noite desta quarta (7), Nikolas repudiou a realização de qualquer acordo e disse que o impeachment tem que ser a prioridade do Senado a partir do início do próximo ano. 

 

Nikolas disse que Moraes deveria ter direito à ampla defesa e a um julgamento que classificou como “justo” e “imparcial”, mas afirmou que o ministro cometeu “crimes contra a humanidade e direitos humanos” e teria que pagar por isso. 

 

“Só tem um destino para o Alexandre de Moraes: é impeachment e cadeia”, disse o deputado mineiro, campeão de votos para a Câmara dos Deputados nas eleições 2026. 

 

Além de negar a costura de qualquer acordo com o STF, o coordenador Rogério Marinho fez diversas críticas ao presidente Lula, e comentou principalmente a participação da primeira-dama Janja na campanha petista. De forma irônica, Marinho disse aos jornalistas que Janja se tornou a grande “cabo eleitoral” de Flávio Bolsonaro neste segundo turno.