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Após chamar Flávio de "assaltante", Ronaldo Caiado declara apoio no segundo turno das eleições presidenciais

Por Redação

Após chamar Flávio de "assaltante", Ronaldo Caiado declara apoio no segundo turno das eleições presidenciais
Fotos: Reprodução / Agência Brasil

Quinto colocado na disputa presidencial do primeiro turno, com 2,18% dos votos válidos, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) decidiu formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O anúncio oficial foi agendado para a tarde desta terça-feira (6), durante reunião entre os dois políticos em Goiânia.

 

A decisão de Caiado ocorre dois dias após a apuração das urnas e representa uma guinada em relação ao posicionamento adotado por ele ao longo de toda a campanha. A articulação surpreendeu integrantes do seu próprio comitê eleitoral, que esperavam uma postura de neutralidade similar à anunciada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Caiado.

 

"Essa é a eleição mais esquisita que eu já vi", resumiu um dos aliados da campanha ao comentar a mudança de postura do candidato. Ao longo do primeiro turno, Caiado dirigiu duros ataques tanto a Flávio Bolsonaro quanto ao presidente Lula da Silva (PT).

 

Há três semanas, em entrevista coletiva concedida em Aparecida de Goiás, o ex-governador comparou o cenário eleitoral à "Síndrome de Estocolmo" para criticar a preferência dos eleitores pelos dois adversários. As informações forma confirmadas pelo jornal O Globo.

 

"Certa vez, sequestraram um banco em Estocolmo e um psiquiatra descreveu que houve uma síndrome, chamada 'Síndrome de Estocolmo', onde as vítimas se apaixonaram pelos sequestradores. O que nós estamos vendo no Brasil é uma síndrome que eu não tinha visto até hoje. É uma síndrome em que a população está se apaixonando pelos dois maiores assaltantes que o Brasil conhece", disse Caiado.

 

Além desse episódio, o político havia feito apelos para que o eleitorado não optasse pelo "seu corrupto preferido" e afirmou, em julho, que a ida de Flávio Bolsonaro ao segundo turno garantiria a reeleição de Lula.