EUA e China acordam redução tarifária de US$ 30 bi e iniciam diálogo sobre superinteligência
Por Redação
Após uma visita de três dias a Washington do presidente chinês Xi Jinping, os Estados Unidos e a China anunciaram um acordo para reduzir tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias e iniciar discussões formais sobre o avanço tecnológico.
O entendimento bilateral estabelece condições tarifárias mais favoráveis para bens não sensíveis em ambas as direções. A redução beneficia exportações norte-americanas, como produtos agrícolas, madeira e cosméticos, e importações dos EUA provenientes da China, incluindo pequenos eletrodomésticos, brinquedos e itens de decoração.
Para dar espaço a negociações de maior alcance, os dois governos prorrogaram por dois meses a trégua comercial que venceria em 10 de novembro, segundo declarou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. As partes também acertaram a criação de um conselho comercial para dar continuidade aos compromissos estabelecidos em negociações anteriores em Kuala Lumpur, na Malásia.
Na área de tecnologia, Washington e Pequim concordaram em manter conversas periódicas sobre os riscos e benefícios do setor, com nova rodada marcada para novembro, além da criação de um canal de comunicação dedicado a incidentes tecnológicos.
Em um gesto diplomático, as lideranças concordaram em adotar formalmente o termo "superinteligência" em vez de "inteligência artificial", mudança que foi valorizada pelo Ministério das Relações Exteriores da China. Ambos os lados defenderam a necessidade de intensificar trocas de informações, acompanhando a evolução tecnológica.
O encontro também resultou em acordos de política externa e governança global, como o apoio mútuo na organização das próximas cúpulas da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20; compromisso de não proliferação, reiterando que o Irã deve cumprir a obrigação de não desenvolver armas nucleares; E, por fim, o acordo de livre navegação, que estabelece que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.
O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, avaliou a visita como um passo histórico para enriquecer a relação bilateral e manter a estabilidade global. Xi Jinping já retornou a Pequim após o encerramento das reuniões.
