Wagner nega irregularidades no caso Master e defende permanência de Eduardo Sodré na Sema
Por Lucas Vieira
Candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, Jaques Wagner (PT) negou irregularidades apontadas contra ele no âmbito da Operação Compliance Zero e defendeu a permanência de seu enteado, Eduardo Sodré, no comando da Secretaria de Meio Ambiente (Sema). As declarações foram dadas nesta segunda-feira (21), durante sabatina na TV Aratu, em resposta a questionamentos do editor de política do Bahia Notícias, Mauricio Leiro.
Wagner afirmou que as citações feitas pela Polícia Federal ainda não comprovariam qualquer irregularidade. “Primeiro que a citação é uma ilação da Polícia Federal, que foi incorporada pelo ministro André Mendonça, mas até agora não tem absolutamente nada provado”, declarou.
A investigação da PF identificou 74 ligações entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, em um período de 18 meses. Segundo o material da apuração, foram cerca de cinco horas e meia de conversas, além de trocas de mensagens.
A PF também investiga uma possível atuação do senador em pautas de interesse do banco no Congresso e suspeitas de recebimento de vantagens. Entre os elementos citados estão um apartamento em Salvador avaliado em mais de R$ 2 milhões, caronas em aeronaves particulares, vinhos e ingressos para shows. Wagner contestou a forma como as informações das investigações vêm sendo divulgadas e afirmou haver seletividade na abertura de sigilos.
Sobre Eduardo Sodré, Wagner afirmou que o secretário não teria relação com os fatos investigados e que as suspeitas não envolvem as atribuições da Sema. O petista também defendeu a decisão do governador Jerônimo Rodrigues de manter o secretário no cargo. “Na questão do secretário do Meio Ambiente, ele não tem absolutamente nada a ver, nem sócio da tal empresa ele era”, afirmou.
Segundo Wagner, seria diferente caso houvesse uma investigação relacionada à concessão de uma licença ambiental pelo secretário em troca de algum favorecimento. O ex-governador da Bahia também justificou sua saída da liderança do governo no Senado. Segundo o petista, a decisão ocorreu porque a permanência no posto faria com que as suspeitas relacionadas ao caso Master fossem constantemente associadas à liderança governista.
