VÍDEO: ACM Neto reage ao voto Lula-Neto e acusa PT de pressionar eleitores: “Ninguém é dono do voto de ninguém”
Por Ronne Oliveira
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (21) com os editores do portal Bahia Notícias (BN), dentro do projeto Vota BN no Projeto Prisma, Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto comentou o fenômeno conhecido como “Lula-Neto”, que se refere ao voto dividido de eleitores entre a disputa pelo governo estadual e a Presidência da República. Durante a transmissão do podcast, o político foi enfático e respondeu que “ninguém é dono do voto de ninguém”.
Confira o momento:
O tema teve relevância no cenário político baiano quando a Justiça Eleitoral da Bahia negou um pedido da coligação de Jerônimo Rodrigues (PT), “Mais Bahia, Mais Brasil”, para retirar do Instagram um vídeo em que influenciadores baianos declaravam apoio simultâneo ao presidente Lula da Silva (PT) e a ACM Neto (União).
Essa decisão foi assinada pelo juiz auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Isaías Vinícius de Castro Simões, e revelada pelo BN. Na sabatina, ACM Neto acusou o PT de “quase ameaçar” o eleitorado ao defender que a população deve votar em candidatos da mesma legenda para os governos estadual e federal sob a justificativa de alinhamento político.
“Cada baiano, cada cidadão, cada eleitor é dono do seu voto. Eu não aceito e acho uma temeridade quando nossos adversários chegam a chantagear o eleitor. Chegam até a se aproximar de uma ameaça ao eleitor. Aí vem aquela mesma conversa: tem que ser do mesmo partido. Eu mostrei que o mais importante era ser um bom prefeito. Trabalhei com três presidentes diferentes [...] então foi o partido que atrapalhou? Não”, critica o político.
A defesa do voto independente ocorre em um contexto em que o presidente Lula mantém ampla vantagem entre o eleitorado baiano. Segundo pesquisa da Real Time Big Data, Lula aparece com 55% dos votos válidos no estado, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O cenário reforça a importância estratégica do eleitorado lulista para ACM Neto, que mantém aliança com o Partido Liberal (PL) na disputa pelo governo da Bahia.
Para o ex-prefeito, a divergência partidária entre diferentes esferas de governo não compromete a gestão e pode trazer benefícios para a administração pública. “Às vezes, não ser do mesmo partido tira da zona de conforto”, acrescenta.
O político também reforçou que, concluído o processo eleitoral, as lideranças devem focar na administração e na entrega de resultados para os cidadãos. Segundo ele, é fundamental “desmontar o palanque” depois da eleição.
“Eu sou homem forjado na democracia, que sempre respeitei os resultados das urnas, que nunca contestei, porque é o melhor que nós temos. Agora, eu também tenho espírito público para fazer o que fiz como prefeito. O eleito vai governar com os eleitos. Se for um bom governador, vai ser respeitado por qualquer presidente. Às vezes, até não ser do mesmo partido ajuda, porque tira da zona de conforto”, relata.
É possível assistir à entrevista completa logo abaixo:
