MPT processa Havan e Luciano Hang por assédio eleitoral e pede R$ 30 mi
Por Redação
O Ministério Público Trabalho (MPT) ajuizou nesta quinta-feira (17) uma ação civil pública contra a Havan e o empresário Luciano Hang por suposto assédio eleitoral. O órgão pede R$ 30 milhões por dano moral coletivo e medidas que deverão ser adotadas antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. A ação foi apresentada na Justiça do Trabalho, em Goiânia (GO), após um discurso de Hang durante a inauguração de uma unidade da Havan em Caldas Novas, em 29 de agosto.
Na ocasião, o empresário falou a empregados recém-contratados e criticou a proposta de acabar com a escala 6x1. O discurso foi gravado e publicado nas redes sociais. “Vocês vão ter que arranjar outro emprego. Um subemprego. Isso não é nada mais nada menos do que um estelionato eleitoral. Eles querem ganhar o voto de vocês em outubro”, afirmou Hang.
Para o MPT, a fala relacionou a escolha eleitoral dos funcionários a possíveis consequências sobre empregos e renda. O órgão sustenta que o contexto trabalhista do discurso é relevante por envolver uma relação marcada pela assimetria de poder entre empregador e empregado. Antes de recorrer à Justiça, o Ministério Público (MP-GO) notificou Hang sobre o episódio.
Entre os pedidos estão uma indenização individual de, no mínimo, 20 vezes o último salário dos empregados afetados e a gravação de um vídeo de retratação por Hang em até 48 horas.
O MPT também quer que a Havan libere os funcionários para votar nos dias 4 e 25 de outubro, sem desconto salarial, e proíba novas manifestações políticas em lojas e eventos da rede. Outro pedido é a manutenção de um programa permanente de neutralidade político-eleitoral na empresa.
