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Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?

Por Redação

Eleições 2026: Quem são os candidatos ao Senado pela Bahia?
Fotos: Divulgação

Nas eleições de 2026, os eleitores baianos irão escolher dois senadores para representar o estado no Senado Federal. A disputa reúne candidatos de diferentes partidos e trajetórias políticas e profissionais.

 

A seguir, o Bahia Notícias apresenta quem são os candidatos ao Senado pela Bahia em 2026, com informações sobre idade, cidade de nascimento, profissão, trajetória política e participação em eleições anteriores.

 

Angelo Coronel (Republicanos)

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O senador Angelo Coronel (Republicanos) é candidato à reeleição ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Engenheiro civil e empresário de 68 anos, iniciou sua trajetória na vida pública em 1989 como prefeito de sua cidade natal, Coração de Maria (BA). Coronel construiu uma longa carreira no Legislativo baiano, onde atuou como deputado estadual por mais de duas décadas e chegou a presidir a Assembleia Legislativa (2017-2019). Eleito para o Senado pela primeira vez em 2018 pelo PSD, ele busca agora um novo mandato, desta vez filiado ao partido Republicanos, e diferente de 2018, concorre em oposição ao PT.

 

Carlos Sodré (MOBILIZA) 

Foto: Divulgação

 

Carlos Eduardo Sodré (Mobiliza) é advogado e procurador federal aposentado, o candidato de 80 anos é natural de Itapé, no sul do estado, cidade onde concorreu ao cargo de prefeito nas eleições de 2012 mas não conseguiu se eleger. Com uma trajetória ligada ao meio jurídico e institucional, Sodré também já atuou como cônsul da Costa do Marfim na Bahia.

 

Gregório Gould (Unidade Popular)

Foto: Divulgação / Unidade Popular

 

Gregório Gould (UP) tem 40 anos e é natural do Rio de Janeiro, ele iniciou sua militância política no movimento estudantil, período em que presidiu a Associação Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AERJ) e foi vice-presidente nacional da UBES. Um dos fundadores do partido Unidade Popular, Gould construiu sua trajetória atrelada diretamente a movimentos sociais: na Bahia, coordenou as ocupações urbanas Luisa Mahin e Carlos Marighella pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na região da Praça Castro Alves, em Salvador, e atualmente concentra sua atuação no movimento sindical, trabalhando junto aos operários do Polo Petroquímico de Camaçari por meio do Movimento Luta de Classes (MLC).

 

Jaques Wagner (PT)

Foto: Ton Molina/Agência Senado

 

Jaques Wagner (PT) é uma figura histórica da política baiana e nacional. Carioca radicado na Bahia iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como técnico de manutenção no Polo Petroquímico de Camaçari, onde destacou-se como líder sindical (pelo Sindiquímica) e participou ativamente da fundação do PT e da CUT na Bahia. Foi deputado federal, ministro de Estado (Trabalho, Defesa e Casa Civil) e governou a Bahia por dois mandatos (2007-2014), período que marcou o início da hegemonia do PT no governo estadual. Eleito senador em 2018, Wagner ocupou a liderança do governo no Senado até junho de 2026, quando se afastou do cargo para se dedicar à sua defesa após ser alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, no escândalo envolvendo o Banco Master.

 

João Roma (PL)

Foto: Reprodução

 

João Inácio Ribeiro Roma Neto (PL) é candidato ao Senado Federal pela Bahia nas eleições de 2026. Nascido no Recife e radicado na Bahia, construiu sua trajetória política inicialmente na Câmara dos Deputados, sendo eleito em 2018, mas ganhou maior projeção nacional ao assumir o Ministério da Cidadania durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Como presidente do diretório estadual do Partido Liberal, consolidou-se como a principal liderança da direita conservadora no estado. Após disputar o governo baiano em 2022 e não ser eleito, o também produtor agropecuário foca agora em retornar ao Legislativo, apresentando-se como o nome do bolsonarismo na disputa por uma das duas vagas ao Senado.

 

Marcelo Carvalho (REDE)

Foto: Divulgação

 

Marcelo Carvalho Lavigne (Rede) tem 45 anos, é professor de Filosofia, nascido em João Pinheiro (MG) e radicado no estado, construiu sua base política no movimento sindical. Ele preside, atualmente licenciado, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) na Bahia, além de atuar como dirigente estadual da Rede Sustentabilidade. Com trajetória em eleições proporcionais na capital, disputou a Câmara Municipal de Salvador em 2020, quando não foi eleito, e em 2024, ano em que obteve a suplência —, ele concorre pela primeira vez a um cargo majoritário pela Federação PSOL-Rede, apresentando uma candidatura focada nos movimentos sociais e no fortalecimento de um polo progressista alternativo na política baiana.

 

Marcelo Millet (PCO)

Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

Natural de Salvador, Marcelo Millet tem 40 anos, ele atua como motorista de aplicativo e acumula experiência em disputas majoritárias recentes pelo Partido da Causa Operária: em 2020, foi candidato a vice-prefeito da capital baiana na chapa de Rodrigo Pereira, e em 2022, concorreu ao governo do estado, não sendo eleito em ambas as tentativas. Possui um histórico de militância ligado às bases operárias e participação em mobilizações de rua como as campanhas contra a prisão do presidente Lula e o movimento "Fora Bolsonaro".

 

Marcelo Santana (DC)

Foto: Divulgação

 

Marcelino José Guimarães Santana, que adota o nome de urna Marcelo Santana (DC), é advogado e natural de Salvador, ele possui um extenso histórico de participações em disputas proporcionais ao longo das últimas duas décadas. No âmbito municipal, concentrou suas campanhas na cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, onde concorreu ao cargo de vereador em 2004 (não eleito), alcançando a suplência nos pleitos de 2008, 2012 e 2016, além de retornar à disputa local em 2020 e 2024. Já em nível nacional, tentou uma vaga de deputado federal em 2006 (média), em 2018 (pelo próprio DC) e em 2022 (à época filiado ao PTB). Após essas sucessivas candidaturas legislativas, ele retorna ao Democracia Cristã neste ano para tentar pela primeira vez um cargo majoritário.

 

Professora Delliana (PSOL)

Foto: Bruno Hierro 

 

Delliana Ricelli Ribeiro da Silva, que adota o nome de urna Professora Delliana (PSOL), é Natural de Ubaitaba, no sul do estado, e radicada há cerca de duas décadas em Itabuna, a candidata de 43 anos é professora de ensino médio e construiu sua trajetória na militância ligada à educação e às pautas sociais. Representando a Federação PSOL-Rede na corrida majoritária, ela é a única mulher a disputar uma das duas vagas baianas ao Senado neste pleito. Com uma campanha focada na defesa dos serviços públicos, das minorias e dos direitos da classe trabalhadora.

 

Rui Costa (PT)

Foto: Reprodução

 

Rui Costa (PT) é economista de 63 anos e natural de Salvador, iniciou sua trajetória na vida pública nos anos 1980 como liderança no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari — atuando na direção do Sindiquímica — e como um dos fundadores do PT no estado. No Legislativo, foi vereador da capital baiana (2005-2007) e deputado federal eleito em 2010, conciliando a atuação parlamentar com o comando de secretarias estaduais de Governo e das Relações Institucionais nas gestões Jaques Wagner. Sua projeção política consolidou-se ao governar a Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022). Em 2023, assumiu o Ministério da Casa Civil no governo do presidente Lula e retorna agora às urnas locais como um dos candidatos da coligação governista na disputa por uma das vagas ao Senado.

 

QUANDO SERÁ A ELEIÇÃO AO SENADO
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado no dia 4 de outubro. Na Bahia, os eleitores irão escolher dois representantes para o Senado Federal, além dos candidatos aos demais cargos em disputa.