Após confronto com nove mortos, PM mantém buscas por suspeitos em Cajazeiras
Por Daniel Araújo / Victor Hernandes
O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), coronel Magalhães, reafirmou, nesta quarta-feira (16), que a corporação continuará realizando buscas para localizar os demais envolvidos no confronto que terminou com a morte de 9 pessoas no bairro de Cajazeiras, em Salvador.
O episódio ocorreu após um confronto entre policiais militares e homens que, segundo a polícia, seriam integrantes de uma facção criminosa. Em entrevista à imprensa, o comandante explicou que o policiamento no bairro de Cajazeiras vinha sendo intensificado havia 2 semanas devido a ameaças trocadas por facções criminosas nas redes sociais em meio a disputas territoriais.
“Em Cajazeiras, há 2 semanas nós estamos intensificando o policiamento, colocando, inclusive, tropa especializada, em razão de eles [membros de facção] estarem divulgando nas redes sociais de que haveria enfrentamento entre eles para tomar território. Não existe isso no estado da Bahia”, apontou.
O coronel também apresentou detalhes sobre o confronto registrado nesta terça-feira (15). Segundo ele, mais de 20 homens armados de um grupo criminoso teriam participado da ação.
“Durante patrulhamento de guarnições, as equipes se depararam com um ‘bonde’ de mais de 20 homens armados. Houve troca de tiros, resultando em 9 suspeitos feridos, que foram socorridos, mas não resistiram aos ferimentos no hospital”, disse.
Ele explicou que a operação da PM ocorreu após o serviço de inteligência identificar que os criminosos estariam se reunindo para tentar tomar o controle de territórios de uma facção rival. O comandante destacou que o deslocamento desse grupo seria reflexo de operações anteriores da PM.
“A informação que chega da nossa inteligência é que eles estavam se reunindo para fazer a tomada de determinado ambiente dominado por outro grupo criminoso. Nós não vamos permitir que isso aconteça. Eles estavam se reunindo para fazer a tomada de determinado ambiente e a gente não permitiu que isso acontecesse. Mesmo porque o enfrentamento entre dois grupos criminosos, com certeza, teríamos morte de pessoas inocentes, e isso nós não vamos permitir”, concluiu.
Segundo o comandante, as buscas pelos demais suspeitos continuarão na região, com o apoio de moradores.
"Estive lá hoje com a minha tropa, porque nós vamos alcançar cada um daqueles indivíduos que atentaram contra a vida dos nossos policiais e contra a sociedade naquele ambiente. Nós estamos intensificando sim, mas a comunidade está nos aplaudindo. A comunidade está gostando porque a comunidade passa por isso, por esse constrangimento que esses indivíduos causam — que nem são daquele ambiente —, que vão para lá para causar esse constrangimento àquelas pessoas, querer impor pela força determinadas posições.
