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TRE-BA julga nesta segunda manutenção ou cassação da candidatura de Binho Galinha

Por Redação

TRE-BA julga nesta segunda manutenção ou cassação da candidatura de Binho Galinha
Foto: Divulgação / Al-Ba

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) julga nesta segunda-feira (14), a partir das 15h, o processo que pode manter ou cassar o registro de candidatura de Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha. A sessão será realizada na Sala de Sessões 2 do tribunal.

 

O caso é resultado de uma Ação de Impugnação ao Registro de Candidatura apresentada no início de agosto pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e outros autores. Autuado sob o número 0601122-44.2026.6.05.0000, o processo está sob relatoria do desembargador eleitoral Moacyr Pitta Lima Filho.

 

Segundo o TRE-BA, o processo teve tramitação acelerada durante o fim de semana e foi incluído oficialmente na pauta de julgamentos na manhã deste domingo (13).

 

Durante a sessão, os desembargadores irão analisar os argumentos apresentados pela Procuradoria e pela defesa para decidir se Binho Galinha atende aos requisitos legais para manter a candidatura nas eleições deste ano ou se terá o registro cassado.

 

CASO BINHO GALINHA

O deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, o Binho Galinha (Avante), que concorre à reeleição em 2026, teve a sua candidatura oficializada pelo partido em julho. O político se encontra preso de forma preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Binho Galinha foi alvo da Operação El Patrón, deflagrada pela Polícia Federal, Receita Federal, Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia e Ministério Público do Estado da Bahia. O deputado é apontado como chefe de um grupo miliciano com atuação na região de Feira de Santana.

 

Em julho de 2026, o parlamentar foi condenado a mais de 36 anos de prisão. A sentença determinou pena de reclusão por posse ilegal de arma de fogo e por outros crimes previstos no Estatuto do Desarmamento. A decisão também cita envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro, jogo do bicho, agiotagem e receptação qualificada. Mesmo com a condenação e a prisão preventiva, Binho Galinha segue mantendo o registro para a reeleição ao cargo de deputado estadual. O Ministério Público Eleitoral contestou a candidatura no TRE-BA e pede a impugnação do seu registro.