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Candidato da UP ao governo da Bahia segue com agenda limitada após ser baleado por bala de borracha da PM

Por Redação

Candidato da UP ao governo da Bahia segue com agenda limitada após ser baleado por bala de borracha da PM
Foto: Reprodução

O candidato ao governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), Aroldo Félix, segue com agendas de campanha restritas por causa de complicações de saúde depois de ter sido atingido por um disparo de bala de borracha da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), no dia 1º de setembro, durante a dispersão de um ato de trabalhadores de aplicativo na avenida Paralela, em Salvador. 

 

Segundo a nota, o projétil atingiu Félix na região lombar, perto do rim esquerdo, e estava vencido havia onze anos, sob posse regular da corporação, com validade expirada em março de 2015. O partido anexou à nota fotos do projétil e da lesão atual do candidato.

 

De acordo com o UP, Félix acompanhava pacificamente, por volta das 17h30, a mobilização de entregadores de aplicativo, que reivindicava a implementação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida, o fim de bloqueios das plataformas contra os trabalhadores e a edição de uma Medida Provisória pelo governo federal para regular as empresas do setor.

 

O partido afirma que, desde o disparo, Félix enfrenta fortes dores na região lombar e uma infecção no local do ferimento. O candidato tem recebido atendimento contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador e iniciou um tratamento com antibióticos, recomendado pela equipe médica por pelo menos 15 dias. Segundo a nota, as limitações físicas causadas pela infecção o impedem de ficar muito tempo em pé ou de fazer viagens longas de carro pelo interior do estado, o que reduziu suas atividades de rua. Por isso, a campanha tem sido mantida principalmente com compromissos de baixo impacto físico, como entrevistas a veículos de comunicação.

 

Na nota, a UP classificou a atuação da Polícia Militar durante a dispersão do ato como "desproporcional e violenta" e afirmou que o uso de munição fora do prazo de validade aumenta o grau de letalidade do projétil, o que teria agravado o estado de saúde do candidato. O partido também repudiou o que chamou de violência policial contra trabalhadores em luta e seus apoiadores, e disse que o episódio reforça o caráter antidemocrático de uma eleição em que um candidato ao comando da própria Polícia Militar foi agredido pela corporação.