Imagem de Nossa Senhora das Graças é destruída dentro de igreja em Salvador
Por Redação
A imagem de Nossa Senhora das Graças instalada no adro da Igreja Matriz da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Milagres, no Largo dos Paranhos, no bairro do Matatu, em Salvador, foi destruída na manhã desta sexta-feira (11). A paróquia informou que constatou o dano por volta das 7h, ao chegar ao local para a celebração da Santa Missa.
A apuração é do portal AratuOn.
Segundo a comunidade religiosa, a imagem, confeccionada em cimento, foi deliberadamente quebrada. Em nota de repúdio, a paróquia classificou o episódio como um “grave ato” e afirmou que a destruição de um objeto de culto religioso também atinge o sentimento da comunidade católica.
PARÓQUIA ANUNCIA REGISTRO DA OCORRÊNCIA
A Paróquia Senhor Bom Jesus dos Milagres informou que pretende adotar as medidas cabíveis, incluindo o registro da ocorrência e a preservação e apresentação de eventuais imagens das câmeras de segurança para auxiliar na apuração do caso e na identificação dos responsáveis.
Na nota, a comunidade também afirma que a legislação brasileira protege o patrimônio, a liberdade e o sentimento religioso. O documento cita o artigo 163 do Código Penal, que trata do crime de dano, e o artigo 208, que prevê como crime vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.
COMUNIDADE PEDE QUE NÃO HAJA REVIDE
A paróquia afirmou repudiar qualquer forma de intolerância religiosa, profanação, vandalismo, violência e desrespeito aos símbolos sagrados, independentemente da tradição religiosa atingida.
“Como comunidade cristã, não responderemos à violência com violência. Contudo, o perdão cristão não significa omissão diante de um ato dessa gravidade”, afirmou o padre Valson Santos Sandes, pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus dos Milagres.
A comunidade também pediu que os paroquianos permaneçam unidos em oração e não alimentem qualquer forma de revide ou julgamento precipitado.
“Defenderemos com serenidade, firmeza e pelos meios legais o patrimônio da Igreja, a dignidade dos nossos espaços sagrados e o direito de nossa comunidade de professar publicamente a sua fé”, declarou o pároco.
