Bruno Reis critica 'mesma ladainha' do PT e diz que eleitor não cairá em 'golpe'
Por Lucas Vieira / Ronne Oliveira
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), aliado do ex-prefeito ACM Neto, criticou publicamente a estratégia política do governador Jerônimo Rodrigues e do seu grupo aliado na Bahia. Em declaração à imprensa, o gestor municipal afirmou que a oposição insiste na "mesma ladainha" de edições eleitorais anteriores.
"Jerônimo é o candidato de Lula. Só neste mês, Lula esteve aqui duas vezes. Disputa pelo '13', já foi na passada essa mesma estratégia. São seis eleições em que o time de Lula não tem o que dizer. Você acha que o povo vai cair nesse golpe mais uma vez? Pelo amor de Deus, é a mesma eleição, a mesma ladainha, o mesmo mimimi, a mesma coisa. Só tem isso para dizer", alfineta Bruno Reis.
O prefeito ressaltou que a escolha do eleitor para o governo estadual deve se pautar na avaliação dos nomes locais para a gestão da Bahia, e não apenas na disputa pela Presidência da República. "Cada um tem seu candidato a presidente e escolhe o melhor. Quem disputa contra Jerônimo para governar a Bahia é ACM Neto ou Jerônimo, não é o presidente da República. Então, se você perguntar se essa estratégia vai colar mais uma vez, não creia. Cada vez mais perde força", pontua.
Segundo o prefeito, as pesquisas recentes refletem uma mudança na percepção do eleitorado baiano, indicando receio por parte dos adversários políticos." O desespero deles vem do fato de que, por um lado, o candidato a presidente não está mostrando nas pesquisas o desempenho que teve no primeiro turno da eleição passada. Por outro lado, essas mesmas pesquisas mostram que o nosso candidato recebe votos de pessoas que pretendem votar no presidente Lula, porque as pessoas querem escolher o presidente que acham melhor e o candidato ao governo que acham melhor", diz.
Questionado sobre a possibilidade de repetição do cenário eleitoral passado, Bruno Reis rechaçou a hipótese e citou o índice de avaliação da atual gestão estadual. "De jeito nenhum, é o contrário. A rejeição a Jerônimo, a desaprovação do governo dele e esse sentimento de mudança tornam o cenário atual totalmente diferente daquele de quatro anos atrás, quando ele era um candidato desconhecido. Hoje as pessoas conhecem, e quem conhece avalia mal", concluiu.
