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Lula critica gestão Jair Bolsonaro e diz que "basta um salafrário qualquer" para destruir políticas ambientais

Por Edu Mota, de Brasília

Lula no Palácio do Planalto
Foto: Reprodução Redes Sociais

Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente. 

 

No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas. 

 

“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.

 

O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública. 

 

“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.

 

Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período. 

 

“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.

 

Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

 

O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).