PT desvia de Alcolumbre e foca no bolsonarismo após adiamento da PEC 6x1 no Senado
Por Redação
Após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), ter avisado, na última quarta-feira (2), que a PEC do fim da escala 6x1 só deverá ser votada no plenário depois das eleições, o PT não deve aumentar a pressão sobre o Congresso.
Segundo informações do Globo, a estratégia é manter o discurso de que o governo quer votar a proposta o quanto antes, mas evitar transformar o adiamento em um novo embate com o presidente do Senado.
Desde o ano passado, a comunicação petista vinha explorando a ideia de que o "Congresso é inimigo do povo." Agora, o alvo passou a ser o bolsonarismo. A ordem é continuar batendo no PL de Flávio Bolsonaro que, segundo o governo, atua contra o fim da 6x1, apresentou a chamada PEC da 7x0 e vem usando a obstrução para dificultar o avanço da proposta.
A cautela com Alcolumbre não é por acaso. Lula se reaproximou recentemente do presidente do Senado, na tentativa de destravar pautas do governo antes da eleição. A avaliação é que, depois de reconstruir pontes, não faria sentido comprar uma nova briga por causa de uma votação que ainda depende de acordo entre os parlamentares.
Assim, mesmo que a PEC não seja votada antes das eleições, e mesmo que enfrente dificuldades para avançar depois de definidos os novos senadores, o governo prefere preservar a relação com Alcolumbre e manter a narrativa de que a resistência está concentrada no bolsonarismo, onde, de fato, está parte importante da resistência à proposta.
