Lula anuncia fila do INSS zerada enquanto Congresso vota MP que ajuda a reduzir quantidade de requerimentos ao órgão
Por Edu Mota, de Brasília
Nesta mesma tarde desta quinta-feira (3) em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que o governo federal zerou a fila do Instituto Nacional do Seguro Social, Câmara dos Deputados e Senado concluíram, em votações rápidas e com plenários esvaziados, a medida provisória que amplia programa para diminuir a fila do INSS.
Segundo a presidente do INSS, Ana Cristina Siveira, os pedidos que aguardam há mais de 45 dias caíram 87% em relação a janeiro (quando estavam em 1,9 milhão) e que uma parte deles corresponde a "casos de maior complexidade, que exigem análise cuidadosa e que sempre existirão em uma instituição com a dimensão do INSS".
Em evento no Palácio do Planalto, o presidente Lula brincou que a cerimônia sobre a fila do INSS só aconteceu graças ao apresentador do Jornal Nacional, César Tralli. O presidente mencionou comentário feito durante sabatina no "Jornal Nacional", da TV Globo, na semana passada, ao ser questionado por Tralli.
Na ocasião, Lula chegou a convidar o jornalista a ir a Brasília participar da cerimônia no Palácio do Planalto.
"Vamos ver se o Jornal Nacional vai noticiar. Isso aqui está acontecendo graças ao "Tralli", ironizou Lula no Palácio do Planalto.
Já no Congresso, deputados e senadores votaram a MP que estende o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB), criado em 2025 para diminuir as filas de requerimentos do INSS e da Perícia Médica Federal. Com a aprovação na Câmara e no Senado, a medida segue para sanção presidencial.
O texto aprovado amplia o objetivo do programa: antes, a prioridade era reavaliação e revisão de benefícios já concedidos; agora, essas atividades passam a ter o mesmo peso de processos como novos pedidos de aposentadoria e auxílio-doença.
A MP também reduz de 45 para 30 dias o prazo mínimo de espera para que um processo entre no escopo do PGB. Além disso, há previsão de pagamento extraordinário aos servidores que cumprirem as metas. A data limite de vigência do programa é 31 de dezembro de 2026.
Durante a votação da MP em Plenário, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) destacou a importância da medida para famílias com doenças raras e atípicas.
"Já conseguimos diminuir a fila em 76% em agosto e, em setembro, vamos zerar a fila do INSS", afirmou o deputado, destacando fala do presidente Lula sobre a redução da fila do INSS.
