Jerônimo diz que unidade de conservação deve reduzir conflitos entre ambientalistas e mineradoras
Por Francis Juliano / Victor Hernandes
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou sobre o decreto que cria a Unidade de Conservação na Serra da Chapadinha. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (1º), o gestor estadual afirmou que a medida tem como objetivo proteger a biodiversidade local, a mata da Chapada e as nascentes de água, além de fomentar o turismo sustentável e a geração de emprego e renda para a população.
Segundo ele, a unidade foi criada para ordenar e organizar o uso da terra, conciliando atividades turísticas e negócios com a preservação ambiental. A medida também deve contribuir para minimizar o histórico de conflitos entre ativistas ambientais e empresas mineradoras da região.
“Ter uma unidade de conservação ordena e organiza a exploração para o turismo, a exploração de negócios, com a proteção do patrimônio que ali está. Então, a publicação hoje no Diário Oficial nos garante fazer um plano adequado, com a responsabilidade que temos com o meio ambiente, e garantir, assim, a proteção do nosso patrimônio ambiental”, observou durante a reunião de prefeitos na União dos Municípios da Bahia para discutir prevenção dos efeitos do El Niño nos municípios.
O petista também falou sobre a chegada do fenômeno El Niño à Bahia. Ele alertou que o fenômeno prejudica produtores de todos os portes, mas afeta de forma mais severa os pequenos agricultores. Na ocasião, Jerônimo apresentou medidas compensatórias em parceria com o Governo Federal, além do uso de consórcios para o fornecimento de máquinas, entre outras ações.
“O efeito do El Niño não escolhe pequeno, médio ou grande [produtor]. Cria prejuízos para os grandes, mas é claro que ataca mais os pequenos, que não têm a capacidade de investimento em sistemas de irrigação ou tecnologias. Então, é claro que o pagamento é para todo mundo, mas os pequenos e os mais pobres precisam de uma ação compensatória. Em anos anteriores, com o El Niño, o Governo Federal criou uma bolsa para os municípios, em um valor que pudesse compensar”, explicou.
