Secretária detalha ações de segurança e cultura para a Copa do Mundo Feminina na Bahia
Por Mauricio Leiro / Rebeca Menezes / Daniel Araújo
Com a Bahia confirmada como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino, o Governo do Estado prepara um conjunto de políticas públicas que promete ir muito além das quatro linhas do gramado. Ao Bahia Notícias, a Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista, detalhou as iniciativas voltadas para segurança, empoderamento e infraestrutura.
Os preparativos, que segundo a secretária ocorrem desde 2023, envolvem investimentos diretos no esporte de base. "A gente tem um edital junto com a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) de R$ 2 milhões, onde a gente incentiva e potencializa os torneios femininos no interior, garantindo a possibilidade delas crescerem, inclusive com olheiros, pensando na perspectiva já de futuro em profissão", destacou Camilla, mencionando também um edital específico para a formação de árbitras.
ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA
Um dos focos mais sensíveis da pasta é a segurança nos dias de partida. A secretária lembrou que há um aumento de 25% nos casos de violência contra a mulher em dias de jogos de futebol e anunciou medidas protetivas para o mundial. A Arena Fonte Nova passará a contar com uma "Sala Lilás" voltada ao acolhimento de vítimas, além de banheiros exclusivos para famílias.
Pensando no público externo, o Estado criará o selo Mulheres Seguras. "É para as mulheres que sentirem a vontade de vir para a Copa sozinha. Esse selo vai ser certificação para o turismo, formação para a rede hoteleira e na perspectiva também da autonomia econômica das mulheres", explicou.
INFRAESTRUTURA
próprio Vagão Lilás) com pontos turísticos, a requalificação do Estádio de Pituaçu — com entrega prevista para novembro — e o projeto de expansão do VLT até o Barradão. Os dois estádios servirão como Centros de Treinamento (CTs) na capital, enquanto Praia do Forte e Porto Seguro também devem abrigar seleções.
No campo cultural, Camilla Batista celebrou uma conquista direta junto à organização do torneio. "O mais importante que a gente conseguiu com a FIFA foi garantir que as baianas de acarajé estivessem dentro do estádio vendendo, porque nós estamos falando de um patrimônio imaterial e cultural desde 2005", comemorou. A valorização feminina também se estenderá ao entretenimento oficial, com as Fanfests priorizando a contratação de mulheres na produção e nos palcos.
"O nosso maior legado vai ser incentivar a participação das mulheres, tanto no campo como fora do campo", concluiu a secretária.
Para conferir a entrevista completa:
