Penalva isenta campanha de ACM Neto por modelos em ato e culpa eleitor por 'atitude isolada'
Por Redação
O deputado estadual Penalva (União) emitiu uma nota de esclarecimento para isentar a coordenação de campanha de ACM Neto de qualquer responsabilidade pela presença de duas mulheres em um carro de som durante caminhada realizada na última sexta-feira (28), em São Cristóvão, Salvador. No comunicado, o parlamentar classificou o episódio como uma atitude "isolada e impensada" de um eleitor, pedindo desculpas públicas pelo ocorrido. A manifestação do deputado ocorre após a deputada federal Ivoneide Caetano (PT) repudiar o episódio, acusando o grupo político de objetificação feminina.
Penalva afirma que a iniciativa de colocar as modelos no carro de som ocorreu sem conhecimento prévio ou autorização dele ou da coordenação de campanha de ACM Neto. "Lamento profundamente o episódio e peço desculpas pelo constrangimento causado a companheiros, companheiras e todas e todos da sociedade que possam ter se sentido desrespeitados ou desconfortáveis com a situação", diz o parlamentar.
"Esclarecidos os fatos, reitero que situações como essa não representam a forma como conduzimos nossa construção política, baseada no respeito, na responsabilidade e no diálogo com a sociedade", destacou. O deputado reafirmou que sua trajetória pública e pessoal sempre foi pautada pelo respeito às mulheres, assegurando que esse tipo de situação não condiz com a sua forma de fazer política.
A deputada federal Ivoneide Caetano (PT) criticou o episódio nas redes sociais, classificando a cena como "revoltante" e afirmando que o corpo feminino não pode ser tratado como entretenimento ou "estratégia eleitoral." Ivoneide questionou, também, o posicionamento de setores do grupo político de ACM Neto que se apresentam como defensores "da família e dos bons costumes", apontando contradição no uso do corpo feminino como propaganda de carreata. A petista reforçou a gravidade do ato diante da luta diária que movimentos e parlamentares travam contra a misoginia e a violência de gênero no país.
