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Justiça determina medidas urgentes para preservar Igreja do Carmo, no Centro Histórico de Salvador

Por Redação

Justiça determina medidas urgentes para preservar Igreja do Carmo, no Centro Histórico de Salvador
Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou a adoção de medidas urgentes para preservar a Igreja e Casa da Ordem Terceira do Carmo, no Centro Histórico de Salvador, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal (MPF). Na decisão desta segunda-feira (17), a Justiça reconheceu o risco iminente de dano ao patrimônio e obrigou a Ordem Terceira do Carmo, proprietária do imóvel, a tomar providências para garantir a segurança e a conservação da edificação.

 

A decisão estabelece prazos escalonados. Em até 30 dias, os escombros do desabamento parcial ocorrido em outubro de 2025 deverão ser removidos e catalogados. Em 60 dias, deverá ser feita uma vistoria técnica completa por profissional habilitado. Em até 90 dias, um plano emergencial de intervenção precisará ser apresentado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois da aprovação do plano, haverá seis meses para executá-lo.

 

Tombada pelo Iphan em 1938, a igreja está interditada desde fevereiro de 2025. Vistorias da Defesa Civil de Salvador (Codesal) classificaram o risco da edificação como "muito alto". Em outubro daquele ano, parte do forro da nave desabou. O imóvel ainda sofre com infestação ativa de cupins e com o apodrecimento de estruturas de madeira e assoalhos.

 

Para a procuradora da República Bartira de Araújo Góes, autora da ação, a decisão é um passo importante para evitar perdas irreparáveis. "Estamos diante de um patrimônio que não pertence apenas ao seu proprietário ou à geração atual. A Igreja da Ordem Terceira do Carmo integra a história e a identidade cultural de Salvador e guarda bens artísticos de valor inestimável", afirmou.