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Desemprego: Bahia registra segunda maior taxa do país no 2º trimestre

Por Redação

Desemprego: Bahia registra segunda maior taxa do país no 2º trimestre
Foto: Reprodução / Magnific

A Bahia terminou o segundo trimestre de 2026 com a maior taxa de desemprego do país (9,1%), índice acima da média nacional, que é 5,4%. O estado fica atrás somente do Amapá (9,8%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada na manhã desta sexta-feira (14), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O estado também apresentou um aumento na taxa de informalidade (50,7%) e ocupa o ranking das maiores proporções de informais do Brasil, atrás do Maranhão (56,9%), do Pará (55,9%) e do Amazonas (51,7%) todas acima de 50% da mão de obra ocupada.

 

Por outro lado, das 27 unidades da federação do país, 11 terminaram o segundo trimestre de 2026 com taxa de desemprego abaixo da média nacional. Em cinco deles, o índice sequer chega a 3%. Confira:

 

A PESQUISA
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria.

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

 

QUEDA NO DESEMPREGO LONGO
De acordo com a Pnad, 1,06 milhão de pessoas enfrentavam o chamado desemprego longo, isto é, pessoas que estão à procura de vagas há dois anos ou mais. Esse é o menor contingente de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda nesse contingente foi de 15,6%.

 

NEGROS E MULHERES ACIMA DA MÉDIA
O levantamento do segundo trimestre aponta ainda que o desemprego para homens (4,6%) ficou abaixo da média nacional, enquanto o das mulheres ficou acima (6,4%).

 

Ao observar os números pela cor da pessoa, a desocupação de pretos (6,9%) e pardos (6,1%) é maior que a média; enquanto o dos brancos, abaixo (4,2%).

 

A pesquisa do IBGE não utiliza o termo negro. Mas o Estatuto da Igualdade Racial considera população negra o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas.