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João Roma rebate acusações sobre contratos de sócio e ataca adversários: "Não tenho esses malabarismos"

Por Victor Hernandes / Daniel Araújo

João Roma rebate acusações sobre contratos de sócio e ataca adversários: "Não tenho esses malabarismos"
Fotos: André Carvalho / Bahia Notícias

O candidato ao Senado Federal e presidente do PL na Bahia, João Roma, minimizou nesta quinta-feira (13) os impactos eleitorais das recentes notícias envolvendo um de seus sócios. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo e pelo Metrópoles, o empresário Alfredo Pacheco Pereira Neto, que divide com Roma a sociedade na empresa Prata da Chapada, firmou ao menos R$ 19,7 milhões em contratos com o Banco Master por meio de sua corretora, a AB Serviços.

 

Questionado sobre o tema, Roma negou qualquer envolvimento com a instituição financeira ou com os negócios paralelos do sócio. "Eu fui ministro e nenhum ato meu beneficiou a instituição financeira citada", garantiu o candidato, reforçando que sua parceria com Alfredo Pacheco se restringe estritamente ao agronegócio, com atividades de pecuária e agricultura irrigada na cidade de Iraquara. "Não tem nenhuma correlação com suas outras atividades econômicas", completou.

 

Em nota enviada anteriormente à imprensa, o candidato já havia ressaltado que a Prata da Chapada, na qual possui 50% das cotas, atua apenas na produção agropecuária (com foco no cultivo de bananas) e que estranhava o fato de o assunto ter sido "requentado", visto que está há anos sem ocupar cargos públicos. A própria AB Serviços também emitiu comunicado afirmando que os contratos com o banco foram firmados regularmente no âmbito privado, sem dinheiro público, e que Roma não teve papel algum na aproximação comercial.

 

ATAQUES AOS ADVERSÁRIOS
Durante a entrevista, João Roma utilizou o episódio para, sem citar nomes, alfinetar seus adversários. Afirmando que sua vida e seu imposto de renda "se autoexplicam", o ex-ministro acusou adversários de enriquecimento ilícito.

 

"Diferente de meus adversários que não declaram bens no seu imposto de renda, que têm realmente uma expertise extraordinária para comprar um terreno por R$ 20 mil e vender por R$ 15 milhões, vender um apartamento no prédio por R$ 10 milhões e comprar outro por R$ 1,5 milhão. Eu não tenho esses malabarismos dentro da minha estrutura, nem pessoal, nem societária", disparou Roma. Para ele, as denúncias não passam de uma "isca de opositores" que estariam em queda nas pesquisas e tentando criar narrativas.

 

HOMENAGEM À ACB
 

 

Antes de comentar as acusações, Roma repercutiu a sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) que celebrou os 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB). O candidato classificou a cerimônia como um momento importante para o reconhecimento de empresários e empreendedores responsáveis pela geração de empregos no estado.

 

Elogiando a presidente da entidade, Isabela Suarez, Roma defendeu uma maior integração entre os setores produtivo e público. O evento, segundo ele, demonstra "uma conexão entre o mundo empresarial e o mundo político, para que fortaleçam-se as instituições e os sentimentos republicanos, onde a gente possa somar para fazer cada vez mais uma sociedade mais equânime." Ele concluiu afirmando que o estado precisa de mudanças que garantam "menos impostos e mais oportunidades" para os baianos.