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João Roma diz que erro alterou valor de patrimônio no TSE e cobra abertura de sigilo fiscal de Wagner e Rui Costa

Por Lucas Vieira

João Roma diz que erro alterou valor de patrimônio no TSE e cobra abertura de sigilo fiscal de Wagner e Rui Costa
Foto: Max Haack

O presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, afirmou nesta segunda-feira (3) que um erro na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral fez seu patrimônio aparecer com valor superior ao real. Segundo ele, dois itens do Imposto de Renda foram lançados em duplicidade e algumas dívidas também acabaram contabilizadas como patrimônio.

 

“Até eu me surpreendi no dia que vi que saiu uma notícia lá que o patrimônio tinha aumentado 300% em quatro anos, o que não é verdade. Houve um erro, foram lançados em duplicidade dois itens do meu Imposto de Renda”, declarou durante entrevista ao Projeto Prisma, do Bahia Notícias.

 

Roma afirmou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já corrigiu as informações e emitiu uma certidão sobre a alteração. Ele explicou ainda que bens financiados não devem ser considerados integralmente como patrimônio. “Ele computou também, como meu patrimônio, algumas dívidas. Por exemplo, se você compra um carro e aquele carro é financiado, óbvio que aquele item 100% não está no seu patrimônio”, disse.

 

Após a correção, o político calcula que seu patrimônio tenha crescido cerca de 20% ao ano nos últimos quatro anos. Roma também afirmou que os bens apresentados na declaração podem ser identificados e estão relacionados às atividades que exerce. 

 

“No meu imposto de renda você não vai encontrar coisas miraculosas, coisas feitas com varinha de condão. As minhas coisas estão declaradas, você vai lá, você me encontra”, afirmou.

 

Roma também questionou a declaração de bens do ex-governador Rui Costa (PT). Sem apresentar novos documentos durante a entrevista, ele alegou que propriedades atribuídas ao petista não estariam registradas em sua declaração de Imposto de Renda. “Você vê ali a ocultação de bens, porque todos sabem, é só chegar na localidade e dizer: quem habita aqui, quem está vivendo nessa propriedade? As pessoas sabem que aquilo ali é do seu Rui Costa, e não consta no imposto”, afirmou.

 

Ao final, o pré-candidato defendeu que os concorrentes apresentem suas informações patrimoniais de forma transparente e disse estar disposto a abrir mão do sigilo fiscal, caso Jaques Wagner (PT) e Rui Costa façam o mesmo.

 

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