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Tradicionais terreiros de Candomblé em Salvador e Itaparica tornam-se Patrimônio Cultural da Bahia

Por Redação

Fotos: Daniel Araújo / Bahia Notícias
Fotos: Daniel Araújo / Bahia Notícias

Dois tradicionais e históricos terreiros de Candomblé passaram a integrar oficialmente o patrimônio cultural da Bahia. O governador Jerônimo Rodrigues sancionou o tombamento do Ilê Asé Kalè Bokùn, em Salvador, e do Terreiro Omo Ilê Agboulá, em Itaparica. A medida foi publicada na edição desta quarta-feira (23) do Diário Oficial do Estado.

 

Com o decreto, os dois espaços passam a fazer parte do Livro do Tombamento dos Bens Imóveis do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), ampliando a proteção ao patrimônio histórico, cultural e religioso de matriz africana no estado.

 

Localizado no bairro de Plataforma, em Salvador, o Ilê Asé Kalè Bokùn, da nação Ijexá, foi fundado em 20 de agosto de 1933 pelo babalorixá Severiano Santana Porto, filho de Logunedé. Considerado o primeiro terreiro da nação Ijexá tombado no Brasil, o espaço é dedicado aos orixás Logunedé e Oxum. Em 2006, foi reconhecido como Patrimônio Material da Bahia pelo Ipac e, em 2019, recebeu o título de Patrimônio Cultural Municipal pela Fundação Gregório de Mattos.

 

Já o Terreiro Omo Ilê Agboulá, em Itaparica, foi criado em 1934 pelos irmãos Eduardo, Pedro e Olegário Daniel de Paula, descendentes de uma linhagem dedicada ao culto dos Egúngún há quase dois séculos. A casa preserva até hoje os fundamentos e tradições dessa manifestação religiosa.

 

Reconhecido em 2015 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como Patrimônio Cultural do Brasil, o terreiro é considerado um símbolo da preservação da religiosidade de matriz africana e da resistência contra a intolerância religiosa. A instituição também destaca o protagonismo das mulheres na condução dos rituais, na organização da comunidade e na transmissão dos conhecimentos tradicionais.