Cajado diz que União Progressista quer bancada de até 120 deputados e deixa apoios para depois da eleição
Por Mauricio Leiro / Lucas Vieira
O deputado federal Claudio Cajado (PP) afirmou, nesta quarta-feira (22), em entrevista ao Bahia Notícias, que a estratégia da federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) é priorizar o fortalecimento das candidaturas proporcionais para ampliar a presença do grupo na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a posição já foi consensualizada entre os dois partidos.
Cajado explicou que a federação pretende ter liberdade para definir alianças estaduais de acordo com o que for mais favorável às disputas para deputado federal. “Nós temos uma estratégia, que é fortalecermos as candidaturas de deputados e deputadas federais nos estados da federação”, afirmou.
O parlamentar disse que os cálculos da federação apontam para uma bancada entre 105 e 120 deputados federais, o que transformaria o grupo em uma das principais forças do Congresso Nacional. “A estratégia é ter força no Parlamento, na Câmara dos Deputados”, declarou.
Ele também ressaltou que o centro político pode alcançar maioria na Casa ao lado de outras legendas. Na avaliação de Cajado, União Progressista, PL, Republicanos e PSD podem ultrapassar os 257 deputados necessários para formar maioria, o que daria peso decisivo ao bloco nas negociações de governabilidade após as eleições de 2026.
Sobre a sucessão da presidência da Câmara, o deputado considerou prematuro discutir candidaturas, mas reconheceu que o atual presidente Hugo Motta (Republicanos) largaria em vantagem caso decida disputar um novo mandato. “Ele é um quadro valoroso, que tem muita relação com todos nós”, disse.
Questionado sobre a movimentação de prefeitos em direção à base do governo estadual, Cajado afirmou que esse tipo de migração é natural em períodos eleitorais, especialmente quando os municípios recebem obras, convênios e recursos.
