Mauro Cid recebe segundo convite para atuar como professor de segurança pública na Europa
Por Redação
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu um novo convite para atuar como professor visitante no exterior. A proposta mais recente é para ministrar aulas em um curso sobre defesa e segurança na Inglaterra. Este é o segundo convite de caráter acadêmico recebido pelo militar, que já havia sido sondado para lecionar na Espanha. O delator da trama golpista ainda não aceitou nem recusou nenhuma das propostas.
A intenção de Cid é aguardar a extinção da pena de dois anos imposta pelos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de decidir qual dos caminhos seguir. Pessoas próximas ao tenente-coronel relatam ao portal Metrópoles que o seu desejo pessoal é residir nos Estados Unidos após o encerramento dos trâmites judiciais relacionados à trama golpista, julgada em setembro de 2025. Atualmente, a filha mais velha e o irmão de Cid moram no estado da Califórnia.
A novidade sobre a carreira acadêmica surge em um momento de transição pessoal para o militar. Cid foi notificado pelo Exército para desocupar a residência funcional que ocupava na Vila Militar, situada no Setor Militar Urbano (SMU), em Brasília. A ordem de desocupação é uma consequência direta de sua transferência para a reserva remunerada da corporação, o que extingue o direito de permanência no imóvel funcional de oficiais da ativa.
Apesar de sua recente trajetória nos tribunais, Cid possui um currículo acadêmico e técnico robusto dentro das Forças Armadas:
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Titulação máxima: Doutor em Ciências Militares pelo Instituto Meira Mattos, vinculado à Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME).
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Formação complementar: Mestre em Operações Militares e bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).
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Especializações: Cursos de Guerra Irregular e Ações de Comandos.
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Experiência internacional: Atuou como observador militar e oficial de ligação da Organização das Nações Unidas (ONU) no Chipre entre os anos de 2012 e 2013, além de ter participado do planejamento para o envio de tropas brasileiras à missão de paz no Líbano em 2014.
