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Professores da rede particular da Bahia aprovam novas paralisações durante as aulas

Por Redação

Professores da rede particular da Bahia aprovam novas paralisações durante as aulas
Reprodução/Instagram @sinprobahia

Os professores da rede particular de ensino na Bahia vão fazer novas paralisações durante as aulas em colégios. O anúncio foi feito pelo Sindicato dos Professores no Estado (Sinpro), após assembleia realizada nesta quinta-feira (16). A categoria informou que não deflagraram greve e paralisação das atividades de forma integral neste momento. No entanto, o grupo manteve o estado de greve divulgado em junho deste ano.

 

Os profissionais apontaram que a greve pode ser deflagrada em uma próxima assembleia. Já a paralisação aprovada pelo sindicato ontem vai ocorrer nos dias 20, 22 e 24 de julho. Os professores vão paralisar suas atividades em 50 minutos (1 hora-aula) durante o turno de trabalho (matutino e vespertino) para o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio, com Educação Infantil e Fundamental I definindo sua dinâmica própria por escola.

 

REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA
Entre as reivindicações da categoria estão o reajuste geral e do piso, pagamento pelo trabalho excessivo fora de sala de aula, entre outros pedidos. Ao Bahia Notícias, Allysson Mustafá, Coordenador do Sinpro, afirmou que o Indicativo de Greve aprovado significa dizer que a greve pode ser deflagrada numa próxima reúnião. 

 

Ele também confirmou uma nova paralisação para realização de assembleia, a ocorrer no dia 17 de junho, que poderá deflagrar greve caso o patronal não mude sua posição no processo negocial. 

 

"O patronal diz que não vai garantir nenhum tipo de avanço na norma coletiva para resolver a questão. Ou seja, o patronal entende que professoras e professores devem continuar trabalhando de graça para suas escolas", afirmou Allysson.

 

Entre as reivindicações defendidas pelos professores estão: 

  • Regulamentação das atividades extraclasse exigidas pelas escolas.

  • Manutenção dos dias de recesso escolar no meio do ano, sem redução do período atualmente garantido.

  • Preservação da bolsa de estudos para filhos de professores, benefício que o sindicato afirma estar ameaçado pela proposta patronal.

  • Reconhecimento formal das horas trabalhadas fora da sala de aula, incluindo elaboração, correção e aplicação de atividades e avaliações. 

Segundo o Sinepe-BA, uma nova reunião de negociação já foi agendada e confirmada para a próxima segunda-feira (15), e a entidade realizará, nesta quarta-feira (10), uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas, par avaliar o andamento das tratativas e alinhar as diretrizes para a reunião da próxima semana.