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Ricardo Alban diz que novo tarifaço dos EUA vai corroer a competitividade dos produtos brasileiros no exterior

Por Edu Mota, de Brasília

Ricardo Alban em evento
Foto: Agência de Notícias CNI

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, declarou que o tarifaço de 25% imposto nesta quarta-feira (15) aos produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas brasileiras. A taxação entra em vigor na próxima quarta, 22 de julho.

 

Para Ricardo Alban, o cenário de disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira. 

 

“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”, afirmou o presidente da CNI.

 

Segundo a entidade, as vendas de produtos brasileiros aos Estados Unidos caíram 13% no primeiro semestre deste ano, o equivalente a US$ 2,6 bilhões (R$ 13 bilhões). Para Alban, a nova sobretaxa agrava um cenário que já vinha pressionando as exportações brasileiras. 

 

O governo dos Estados Unidos oficializou nesta quarta a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada após recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) e faz parte de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana.

 

O órgão afirma que a apuração identificou práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais dos Estados Unidos, levando Trump a autorizar uma ação responsiva.

 

Apesar da nova rodada de sobretaxas, produtos como café e carne bovina não serão atingidos pela medida. Além disso, o documento do USTR prevê dezenas de exceções para produtos considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo determinados produtos farmacêuticos, pescados, couros, ferro-gusa, mel orgânico, hidróxido de alumínio e componentes da indústria aeronáutica.