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Bruno Reis rechaça possível instalação de CEI na CMS e critica falta de "credibilidade" da oposição

Por Eduarda Pinto / Victor Hernandes

Bruno Reis rechaça possível instalação de CEI na CMS e critica falta de "credibilidade" da oposição
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) respondeu os questionamentos sobre uma possível instalação de Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal para investigar o esquema de fraudes em contratos na Secretaria de Manutenção da capital baiana

 

 

Em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (16), o gestor municipal questionou a credibilidade da postura de membros do grupo opositor da CMS, acusando-os de silêncio e omissão diante de secretários estaduais que também foram alvo de investigações.

 

“A oposição da Câmara não tem credibilidade porque não faz uma referência aos problemas que envolvem o Estado. Eles têm vários secretários investigados no Governo do Estado, mas não tomam nenhuma providência e não falam nada”, criticou Reis. 

 

O prefeito disse também que a prefeitura já vinha agindo administrativa e judicialmente contra as empresas investigadas devido à "prestação de péssimos serviços", antes mesmo da operação vir a público.

 

“Já adotamos as medidas. Essas empresas prestaram péssimos serviços. A prefeitura já estava, seja administrativamente, seja judicialmente, impedindo que elas fossem contratadas pelo poder público. Agradeço ao Ministério Público pela operação. Se for identificada qualquer irregularidade, qualquer desvio de recursos públicos, depois do contraditório e da ampla defesa, quem tiver responsabilidade que assuma as suas responsabilidades”, afirmou. 

 

O administrador municipal apontou ainda que a Procuradoria do Município solicitou à Justiça a ampliação dos efeitos da decisão para permitir a rescisão imediata de todos os contratos com as empresas envolvidas, além do bloqueio de qualquer pagamento pendente e a abertura de sindicância interna.

 

“Ontem a nossa procuradoria esteve despachando com a juíza, pedindo a ela que ampliasse os efeitos para automaticamente rescindir os contratos e suspender qualquer eventual pagamento que esteja tramitando de alguma fatura, medição, ou qualquer nota fiscal que esteja pendente de pagamento. A prefeitura não irá pagar mais qualquer recurso, irá rescindir os contratos e irá instaurar sindicância para apurar a responsabilidade. Uma postura completamente diferente da que os nossos aliados praticam quando identificam irregularidades nos seus governos."