CRISE: MONTADORAS RENOVAM FÉRIAS COLETIVAS
O setor automotivo brasileiro começou 2009 com novos anúncios de paralisação e corte de produção atribuídos à queda na venda de carros registrada desde outubro, reflexo da crise econômica internacional. As novas medidas estão sendo tomadas apesar de incentivos dados pelo governo ao setor, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e do resultado das vendas de dezembro, que superaram as de novembro. Primeira montadora do país a reduzir a produção por causa da crise, a GM voltou a anunciar nesta semana férias coletivas de 30 dias, desta vez para 300 funcionários do setor de motores, na fábrica de São José dos Campos (SP). A Peugeot/Citroën, que deu férias coletivas entre 8 de dezembro e 5 de janeiro para todos os 3,3 mil funcionários de sua fábrica em Porto Real (RJ), decidiu manter em casa até março cerca de 700 deles, desativando durante esse período um dos três turnos da fábrica. O presidente da Federação dos Metalúrgicos da Bahia, Aurino Pedreira, disse que começaram nesta semana negociações com a Ford que devem resultar na concessão de licença remunerada para trabalhadores da fábrica de Camaçari ainda em janeiro. Segundo Pedreira, existe ainda a possibilidade de novas férias coletivas na unidade a partir de fevereiro. As informações são da Folha de São Paulo.