Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Salvador

Notícia

Justiça afasta secretário e vereador de Salvador em operação contra suposto esquema de corrupção

Por Mauricio Leiro / Lucas Vieira

Justiça afasta secretário e vereador de Salvador em operação contra suposto esquema de corrupção
Foto: Valter Pontes/ Secom PMS e Reprodução / Instagram @ogordinhodafavela

A Justiça determinou o afastamento do secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, e do vereador licenciado George Carlos Reis Pereira, o Gordinho da Favela (PP), durante a operação deflagrada nesta segunda-feira (13) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A investigação apura um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres públicos.
 

Em nota enviada ao BN, a Prefeitura de Salvador informou que cumprirá a determinação judicial e colaborará com as investigações conduzidas pelo MP-BA. A administração municipal também comunicou que abrirá um procedimento administrativo para apurar a existência de eventual dano ao erário relacionado aos fatos investigados.

 

Na decisão, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a permanência dos dois agentes públicos em suas funções poderia comprometer o andamento das investigações. Segundo a magistrada, ambos exerceriam influência sobre procedimentos administrativos e agentes públicos, o que representaria risco à produção de provas e à instrução criminal.

 

Além do afastamento, George Gordinho da Favela teve o mandato suspenso, os bens tornados indisponíveis e está proibido de manter contato com os demais investigados. O pedido de prisão preventiva, no entanto, foi negado por considerar suficientes as demais medidas cautelares.

 

Conforme o Ministério Público, George integra o núcleo de agentes públicos investigado e teria utilizado sua influência política para favorecer interesses do grupo empresarial alvo da operação. Já Luciano Sandes é apontado como gestor responsável por contratos analisados na investigação, que apura supostas irregularidades em licitações e aditivos firmados pela administração municipal.

 

Ao todo, a operação cumpriu 20 mandados de busca e apreensão, sendo 13 contra pessoas físicas e sete contra pessoas jurídicas.

 

Atualizado às 20h10.