Técnica de enfermagem é presa após tentar sequestrar recém-nascida no Piauí
Por Redação
Uma técnica de enfermagem foi presa após tentar sequestrar uma recém-nascida em uma maternidade de Teresina (PI). O caso foi revelado neste domingo (12) pelo Fantástico, mas não há informações sobre quando ele teria ocorrido. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela tenta levar a criança dentro de uma bolsa.
A ação foi interrompida pela tia da bebê, que desconfiou da funcionária e conseguiu recuperar a criança. A técnica de enfermagem, Auricélia Rocha, trabalhava na Maternidade Dona Evangelina Rosa havia pouco mais de dois anos. No dia do caso, porém, estava de folga.
Segundo as imagens, às 13h40 ela aparece com a bebê em um corredor do hospital. De acordo com a família, Auricélia disse à mãe da recém-nascida que precisava levar a criança para fazer exames, entre eles o teste do pezinho.
A tia da bebê, Daniela Beatriz, decidiu esperar do lado de fora. Dois minutos depois, a técnica deixou a sala sem a criança, carregando uma bolsa preta grande, e entrou em um banheiro. Daniela estranhou a situação e resolveu segui-la.
Segundo Daniela, a técnica saiu do banheiro usando outra roupa. Em outra gravação, às 13h45, Daniela interceptou a funcionária, puxou a bolsa e encontrou a sobrinha dentro dela.
INVESTIGAÇÃO
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko, o caso é tratado como tentativa de sequestro. Como a comunicação do crime demorou, não houve prisão em flagrante. A Justiça decretou a prisão preventiva de Auricélia.
De acordo com a investigação, ela foi internada pela família em uma clínica psiquiátrica logo após a repercussão do caso. No dia seguinte, uma equipe policial aguardou a alta médica para cumprir o mandado de prisão.
Na casa da investigada, a polícia encontrou um quarto montado para receber um bebê. Segundo o delegado Hugo Alcântara, havia fraldas, roupas, banheira e berço. Os investigadores também afirmam que parentes acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.
Em depoimento, a técnica de enfermagem preferiu permanecer em silêncio.
Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento para compreender a gravidade dos fatos investigados.
O delegado responsável pelo caso afirmou que, apesar das alegações da defesa, a investigação não trabalha com a hipótese de insanidade mental capaz de afastar a responsabilidade pelos atos.
O diretor administrativo e financeiro da Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, lamentou o ocorrido, mas afirmou que não houve falha na segurança da unidade.
Segundo ele, a maternidade conta com leitores faciais, portas com controle por senhas e códigos, além de profissionais treinados para esse tipo de situação.
