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Câmara promove sessão para celebrar independência da Bahia e discursos destacaram defesa da soberania

Por Edu Mota, de Brasília

Sessão solene da Câmara
Foto: Reprodução Redes Sociais

Com a presença das deputadas federais Alice Portugal (PCdoB-BA) e Lídice da Mata (PSB-BA), e da ministra da Cultura, Margareth Menezes, foi realizada nesta quarta-feira (8), no plenário da Câmara, uma sessão solene em homenagem à passagem dos 203 anos da data comemorativa de 2 de julho, que marca a independência do estado da Bahia. 

 

A reunião havia sido requerida pelas deputadas baianas, que se revezaram na presidência da sessão solene. Além da ministra Margareth Menezes, fizeram parte da mesa principal dos trabalhos o secretário de Justiça e Direitos Humanos do governo da Bahia, Felipe Freitas, como representante do governador Jerônimo Rodrigues; a reitora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Adriana dos Santos Marmori Lima; o professor Ricardo Pinho, historiador da Uneb; e o historiador Sérgio Guerra Filho. 

 

Para a deputada Lídice da Mata, comemorar o 2 de julho e recordar a história da independência da Bahia significa reafirmar que o futuro do Brasil será decidido pelo povo brasileiro.  

 

“Estamos aqui para celebrar e rememorar a história e a histórica participação do nosso estado na conquista da independência do nosso país. O 2 de julho é uma das datas mais importantes da nossa Bahia e uma das mais significativas da nossa nação. Celebrar o 2 de julho é celebrar o momento em que a independência do Brasil deixou de ser apenas uma proclamação para tornar-se uma realidade”, disse Lídice da Mata. 

 

“O legado do 2 de julho permanece vivo. A coragem do povo baiano, que lutou pela consolidação da independência do Brasil, nos inspira a defender, também hoje, a soberania nacional e a democracia”, concluiu a deputada baiana.

 

Também autora do requerimento para a realização da sessão solene, a deputada Alice Portugal rememorou a luta de baianas e baianos contra as tropas portuguesas e em defesa de um país democrático, livre e soberano. A deputada baiana destacou que foi a autora do projeto que se transformou na lei 12.819/2013, que elevou o 2 de julho como uma data histórica.

 

Para Alice Portugal, celebrar o movimento de independência do estado da Bahia é importante principalmente em um momento no qual a soberania nacional vem sendo atacada por países como os Estados Unidos.  

 

“Em tempos de defesa da soberania nacional, que alguns tentam nomear grupos da bandidagem como grupos terroristas para dar acesso a invasões territoriais brasileiras, por parte de países estrangeiros, no momento em que a soberania é atacada em relação ao próprio livre comércio, criando tarifas injustas a produtos brasileiros, afetando a economia nacional, e que membros deste parlamento ousam serem porta-vozes da quebra da soberania e do entreguismo das riquezas e da identidade nacional”, disse a deputada baiana.

 

“Exaltar o 2 de julho das mais diversas formas faz parte da luta continuada que nos move, que nos emociona, que nos impulsiona para a frente”, completou Alice Portugal. 

 

Outro discurso em homenagem não apenas à Bahia, mas também para defender a soberania nacional foi feito pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. A ministra citou em seu discurso as mulheres que participaram das guerras que levaram à independência baiana.

 

“Salve Catarina Paraguaçu, Maria Quitéria, Abadessa, Joana Angélica, Maria Felipa, salve o povo brasileiro, salve a nossa soberania”, disse a ministra.