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Detido após ser encontrado com fuzil, ex-prefeito de Belford Roxo deu palestra sobre segurança em maio 

Por Redação

Detido após ser encontrado com fuzil, ex-prefeito de Belford Roxo deu palestra sobre segurança em maio 
Foto: Reprodução

Detido após a Polícia Federal encontrar um fuzil em seu carro durante nova fase da Operação Unha e Carne, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Márcio Canella (União) foi um dos destaques do lançamento de um MBA em Segurança Pública realizado em maio.

 

Canella é atual presidente do União Brasil e, nessa posição, participou como palestrante da aula inaugural do curso organizado pela Fundação Índigo, braço de formação política da legenda, presidida pelo ex-prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto.

 

A Fundação Índigo lançou o MBA em Segurança Pública em maio, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). O evento de lançamento foi realizado no Centro Cultural da FGV, no Rio de Janeiro.

 

O curso é gratuito, tem carga horária superior a 430 horas e exige a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para a obtenção do certificado.

 

A estrutura acadêmica foi elaborada pela FGV e reúne 18 disciplinas, entre elas Crimes no Agronegócio, Crimes Cibernéticos, Insurgência Criminal, Controle Territorial e Dinâmicas Criminais na Amazônia Legal.

 

Segundo informações do Metrópoles, o ex-prefeito foi apresentado no evento como exemplo de gestão no combate ao crime organizado. Em sua participação, Márcio compartilhou experiências de sua administração e deu dicas a outros gestores sobre medidas que, segundo ele, contribuíram para a redução dos índices de violência em Belford Roxo.

 

UNHA E CARNE
Segundo a Polícia Federal, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o grupo investigado do qual Canella faz parte movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

 

A corporação indica que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro e contava, ainda, com a participação de agentes públicos.

 

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.