Prefeito de Cairu rebate Kim Kataguiri e afirma: “Morro de São Paulo não está destruído”
Por Redação
O prefeito de Cairu, Hildécio Meireles (União Brasil), rebateu as críticas feitas pelo deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) à Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA) e afirmou que Morro de São Paulo continua entre os principais destinos turísticos do país. Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta terça-feira (7), o gestor contestou as declarações do parlamentar e disse que as informações apresentadas "não correspondem à realidade".
Segundo Hildécio, a TUPA não é uma cobrança recente e convive há anos com o crescimento da atividade turística no município. O prefeito também esclareceu que o reajuste da tarifa para R$ 90 ainda não entrou em vigor e que segue mantido o valor de R$ 70 durante a baixa estação. O aumento foi adiado por decreto para 1º de agosto de 2026, em Morro de São Paulo, e para 20 de dezembro de 2026, em Boipeba.
O gestor argumentou que a cobrança é necessária para custear serviços públicos utilizados pelos visitantes. De acordo com ele, Cairu possui cerca de 18 mil moradores, mas recebe aproximadamente 800 mil turistas por ano, sendo quase 400 mil apenas em Morro de São Paulo, sem que os repasses constitucionais considerem essa população flutuante.
Em 2024, segundo a gestão, os gastos municipais relacionados ao turismo ultrapassaram R$ 17 milhões, enquanto a arrecadação da tarifa ficou abaixo desse valor. O gestor também criticou o uso de imagens da baixa estação para sugerir uma queda no turismo. Para ele, a redução do fluxo de visitantes neste período é natural e não representa a realidade do destino ao longo do ano.
“É natural que, nesta época do ano, o fluxo de visitantes diminua. Sempre foi assim. Imagens registradas em um determinado momento não representam a realidade de um destino que recebe visitantes todos os dias do ano”, disse.
Ao final da manifestação, o prefeito convidou Kim Kataguiri a visitar o arquipélago e propôs que o deputado lidere um debate no Congresso Nacional sobre novas fontes de financiamento para municípios turísticos e insulares. "Morro de São Paulo não está destruído. É um destino reconhecido nacional e internacionalmente, com economia ativa, geração de empregos e uma gestão comprometida com a preservação do patrimônio e a qualidade de vida", afirmou.
