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Flávio Bolsonaro propõe aos EUA restrição a sistemas não ocidentais e defende que Pix não substitui cartões

Por Redação

Flávio Bolsonaro propõe aos EUA restrição a sistemas não ocidentais e defende que Pix não substitui cartões
Fotos: Reprodução / Google Maps / Redes Sociais via @flaviobolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), protocolou uma manifestação formal junto ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), na qual propõe um "compromisso legislativo" para garantir que o sistema de pagamentos Pix não seja interconectado a arranjos de liquidação financeira "não ocidentais".


O documento de 86 páginas, enviado nesta quarta-feira (1º), solicita ao órgão governamental norte-americano o adiamento por 180 dias da aplicação de uma tarifa de 25% proposta pela gestão de Donald Trump sobre exportações brasileiras. O senador defende que a eventual cobrança seja postergada para o período posterior às eleições presidenciais no Brasil.


Na petição, obtida pelo G1, Flávio Bolsonaro argumenta que uma sanção comercial contra o país devido ao Pix é uma medida inadequada que, além de não alterar a arquitetura do sistema financeiro nacional, prejudicaria diretamente os investimentos e as empresas norte-americanas no mercado brasileiro.

 

PAGAMENTOS E O PIX
De acordo com o senador, os cartões de crédito e débito de bandeiras privadas (majoritariamente controlados por empresas dos Estados Unidos) oferecem funcionalidades que o Pix não substitui, tais como crédito ao consumidor, financiamento, proteção contra disputas comerciais e mecanismos de reembolso (estorno).

 

Flávio sustenta que, paralelamente ao crescimento das transações instantâneas, o volume de operações com cartões norte-americanos no Brasil continuou a expandir. Ele também classificou como "exagerada" a teoria de conflito de interesses levantada pelo governo de Donald Trump, o qual aponta práticas desleais de mercado por parte do Banco Central do Brasil na gestão do Pix.

 

"O Pix é uma infraestrutura pública soberana de pagamentos, não uma empresa comercial concorrente. A teoria de conflito de interesses é exagerada, visto que o Federal Reserve dos EUA é, da mesma forma, regulador e operador de um sistema de pagamentos instantâneos, o FedNow", diz o parlamentar na manifestação.