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No 2 de Julho, mãe-de-santo reivindica terreno prometido em 2025 após demolição de terreiro

Por Bernardo Maia

No 2 de Julho, mãe-de-santo reivindica terreno prometido em 2025 após demolição de terreiro
Foto: Ronne Gabriel / Bahia Notícias

Se para o baiano, 2 de julho é dia de comemorar um triunfo passado, para Mãe Nayara de Oyá, a data representa só mais um dia de batalha para recuperar sua terra. Liderança do Ilê Axé Oyá Onira´D, demolido em junho do ano passado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) sob a alegação de tratar-se de uma ocupação irregular em Área de Proteção Ambiental, ela lidera uma mobilização por um novo espaço para o funcionamento do centro religioso.

 

Segundo Nayara, a obra de demolição do local de culto situado no bairro de Pituaçu não foi avisada previamente e, desde então, ela e os outros membros do terreiro estão realizando suas práticas religiosas na sala de casa. "Estou junto de 30 famílias tentando fazer nosso sagrado sobreviver, só queremos uma assinatura do governo para termos o que é nosso por direito", afirmou a líder religiosa.

 

Ainda de acordo com a líder espiritual, o governo estadual garantiu um terreno para a reconstrução do terreiro, mas o grupo ainda não teve acesso à assinatura da cessão da área. "Não dá para a gente esperar o tempo da política para voltar a cultuar nossa religião. Peço para que as autoridades do governo da Bahia nos olhem com carinho e nos devolvam o que é nosso por direito", afirmou a liderança candomblecista.