Ufba detalha uso de verba de R$ 6,5 milhões e ações no Pelourinho e Gamboa, em Salvador
Por Redação
A coordenação do projeto Canteiro Modelo de Conservação de Salvador informou ao Bahia Notícias que o aditivo de R$ 436 mil ao contrato de R$ 6,5 milhões entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Fundação Escola Politécnica da Bahia (Fep-BA) será destinado a ações na Gamboa, à manutenção de imóveis históricos no Pelourinho e à divulgação científica.
Em nota enviada, o coordenador da iniciativa, o professor Daniel Marostegan, detalhou o andamento das atividades. Segundo a equipe do projeto, a prorrogação do prazo de execução até novembro de 2027 foi necessária devido ao tempo de tramitação das licitações e da execução das obras previstas.
ENTENDA O CASO
O projeto, iniciado em 2024, faz parte do "Programa Conviver", uma ação implementada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em cooperação com a Faculdade de Arquitetura da UFBA (FAUFBA), viabilizada por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED nº 009/2023).
De acordo com a coordenação, a premissa central do Canteiro Modelo é reconhecer a moradia popular do Centro Histórico como um bem de valor cultural, atuando diretamente para preservar os modos de vida, a memória e as práticas que mantêm o território vivo.
Toda a gestão do projeto é compartilhada e participativa, sob a coordenação dos professores Daniel Marostegan e Juliana Nery (FAUFBA).
DESTINAÇÃO DE RECURSO
Questionada pelo Bahia Notícias sobre o destino específico do aporte extra de R$ 436 mil oficializado recentemente, a coordenação explicou que a verba será dividida em três frentes principais de atuação:
- Forte São Paulo da Gamboa: Realização de projetos complementares para habitação na comunidade local;
- 7ª Etapa do Pelourinho: Complementação de recursos para a manutenção de imóveis históricos utilizados como moradia popular;
- Divulgação Científica: Viabilização de viagens de membros da equipe para a apresentação dos resultados do projeto em eventos acadêmicos e técnicos da área.
O adiamento do encerramento das atividades para 30 de novembro de 2027 foi motivado por questões logísticas e burocráticas. Segundo a nota, o cronograma precisou ser estendido devido ao tempo necessário para a tramitação de licitações voltadas à contratação de empresas especializadas em manutenção de imóveis históricos, somado ao período de execução das obras.
Já o acréscimo de recursos financeiros decorre de custos de projetos complementares na Gamboa que se mostraram mais elevados do que o planejado inicialmente, além da necessidade de reforço orçamentário para as reformas no Pelourinho e para as ações de difusão dos resultados obtidos.
Atualmente, o Canteiro Modelo encontra-se em plena fase de implementação. Entre as entregas já realizadas estão levantamentos cadastrais, relatórios parciais, cadernos técnicos, projetos e boletins comunitários.
Para a próxima fase, os esforços estarão concentrados nas oficinas construtivas e nas intervenções de manutenção de imóveis na Gamboa e na 7ª Etapa do Pelourinho, além do início das aulas da primeira turma da Escola de Ofícios, voltada à formação profissional em restauro e conservação.
