Operação prende 11 advogados suspeitos de atuar como elo entre facções e bloqueia R$ 20 milhões
Por Redação
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) identificou um suposto esquema que permitia a líderes de facções criminosas manter contato com integrantes das organizações fora dos presídios por meio de advogados. A apuração resultou, nesta terça-feira (30), na deflagração da operação Mensageiros do Crime, que prendeu 11 profissionais da advocacia e determinou o bloqueio de R$ 20 milhões em bens e contas dos investigados.
Segundo informações são do g1, a investigação começou após a autorização da Justiça para monitorar, com imagens e áudios, os parlatórios da unidade prisional de segurança máxima do estado. O material analisado indicou que parte dos atendimentos jurídicos era utilizada para repassar mensagens e orientações de chefes de facções.
As ordens, conforme os investigadores, tratavam de temas como expansão das organizações criminosas, recrutamento de novos integrantes, compra de armamentos e movimentação do tráfico de drogas. O Ministério Público sustenta que os suspeitos formavam uma estrutura organizada para manter o fluxo de informações entre presos e criminosos em liberdade.
Ao todo, a Justiça expediu 29 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão. Além dos advogados, a operação teve como alvo 17 lideranças criminosas, das quais 15 já estavam presas. Uma advogada, que reside em São Paulo, ainda não foi localizada.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, computadores, joias e uma Range Rover blindada. Para o MPCE, os elementos reunidos apontam que os investigados iam além da prestação de assistência jurídica e contribuíam para a manutenção das atividades das facções criminosas.
