Ipsos-Ipec: desaprovação de Lula segue alta, mas há melhora nas expectativas sobre a situação da economia
Por Edu Mota, de Brasília
Uma desaprovação alta que permanece estável, mas com pequenas melhorias na faixa de brasileiros que avaliam de forma positiva o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resultados acompanhados por uma melhora nas expectativas econômicas para os próximos meses. Em resumo, foi o que revelou a nova pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta segunda-feira (22).
O levantamento mostrou que a avaliação negativa do governo Lula caiu dos 40% verificados em março para 38% agora em junho. Já a avaliação positiva subiu de 32% para 33% no mesmo período. Outros 28% avaliam o governo como regular.
A avaliação positiva do governo é mais elevada entre os eleitores que afirmam ter votado em Lula em 2022 (62%), moradores do Nordeste (47%), pessoas com ensino fundamental (47%), brasileiros com renda familiar de até um salário mínimo (41%) e católicos (38%).
Por outro lado, a avaliação negativa é mais acentuada entre os que declaram ter votado em Jair Bolsonaro em 2022 (74%), pessoas com renda superior a cinco salários mínimos (54%), evangélicos (49%), entrevistados com ensino superior (46%) e moradores da região Sudeste (44%).
A Ipsos-Ipec também mediu a aprovação da maneira como o presidente Lula governa o país. Segundo as respostas, 44% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 50% desaprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.
Em março, os índices eram de 43% de aprovação e 51% de desaprovação. Os que não souberam ou não quiseram responder foram os mesmos 6% da pesquisa anterior.
Nas respostas sobre a confiança em Lula, 41% afirmam confiar no líder petista, número que era de 40% em março. Os que dizem não confiar em Lula são 56% dos entrevistados (mesmo índice da pesquisa anterior). Outros 3% não responderam.
No recorte sobre a situação da economia nos últimos seis meses, 41% responderam que a situação piorou, enquanto 30% disseram que permaneceu igual e 25% afirmaram que houve melhora. Na pesquisa divulgada em março pelo Ipsos-Ipec, 27% diziam que a situação havia melhorado, 28% responderam que estava igual e 42% que tinha piorado.
Em relação aos próximos seis meses, 36% dos entrevistados acreditam que a economia brasileira estará melhor, 32% avaliam que ela estará pior e 25% esperam estabilidade. Os números representam uma mudança em relação ao levantamento de março, quando os pessimistas eram maioria.
Melhor: 36% (eram 33%);
Igual: 25% (eram 23%);
Pior: 32% (eram 36%);
Não sabem ou não responderam: 7% (eram 8%).
A pesquisa Ipsos-Ipec ouviu 2.000 eleitores em 130 municípios presencialmente, de 13 a 17 de junho. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
