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GUARDAS NÃO TRABALHAM POR FALTA DE FARDAS

Enquanto a violência toma conta de Salvador, pelo menos 300 guardas municipais da capital estão impedidos de sair às ruas por falta de fardamento, admite a prefeitura. Eles recebem os vencimentos mensais, mas não prestam qualquer serviço à população soteropolitana. O número pode ser ainda maior, já que a estimativa da cúpula da instituição é que os “sem farda” cheguem a 350 pessoas. Em vez do trabalho de patrulhamento de vias e vigilância do patrimônio público da cidade, esses servidores públicos vêm cumprindo o expediente na sede da corporação, localizada na Avenida San Martin. O contingente dos “sem farda” atinge, no mínimo, 21,2% do efetivo da instituição, que é ligada à Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp). A rotina desses guardas é marcada, segundo vários deles, pelo sedentarismo. Após assinar a lista de presença assim que chegam, eles se reúnem nos bancos da sede. Para cumprir o horário de seis horas, os servidores, à paisana, batem papo e recorrem a passatempos, a exemplo do dominó e do baralho. As informações são do jornal A Tarde.