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Três homens são presos após mulher morrer em salto de rope jump em São Paulo

Por Redação

Três homens são presos após mulher morrer em salto de rope jump em São Paulo
Foto: Reprodução

Três homens foram presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, no interior de São Paulo, neste sábado (13). 

 

A jovem caiu de cerca de 40 metros após ser lançada sem estar devidamente conectada à corda de segurança, segundo relatos de testemunhas e informações da Polícia Militar.

 

Inicialmente, seis pessoas foram levadas à delegacia, mas três foram liberadas. Os que permaneceram detidos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra.

 

Eles serão investigados por homicídio com dolo eventual, quando o acusado não quer diretamente o resultado fatal, mas assume o risco de produzi-lo. A pena prevista é de 6 a 20 anos se o crime for considerado simples, ou de 12 a 30 anos se qualificado, embora a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tenha oscilado quanto à compatibilidade de qualificadoras com o dolo eventual.

 

A delegada plantonista Andréa Dantas afirmou que o grupo não tinha regulamentação nem autorização para atuar no local e não adotou o procedimento correto de fiscalização da fixação da corda na vítima. 

 

Os uniformes dos instrutores tinham as marcas "Ih voei" e "Entre cordas", referentes a grupos informais de praticantes, sem empresas oficiais por trás da operação. As contas dos grupos no Instagram não estão mais disponíveis.

 

"Pelo que eu apurei em sede de declaração, não existe uma empresa. É um grupo de pessoas que se conheceram através desse esporte e, há aproximadamente um ano, fazem esse evento em vários destinos, não só aqui em Limeira. Acabou acontecendo essa fatalidade em razão, na minha percepção, de uma falha em não verificar e não fiscalizar a colocação da corda no salto da vítima", afirmou a delegada.

 

A delegada também classificou a Ponte do Esqueleto como "palco de várias tragédias", incluindo outros saltos. A defesa dos três presos afirma que eles têm experiência na atividade e que esta foi a primeira fatalidade em anos de atuação.