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Pré-candidato à presidência, Augusto Cury revela sonho de instituir semipresidencialismo no Brasil: "Seria um oásis"

Por Liz Barreto / Eduarda Pinto

Pré-candidato à presidência, Augusto Cury revela sonho de instituir semipresidencialismo no Brasil: "Seria um oásis"
Foto: Liz Barreto / Bahia Notícias

O autor best seller e pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), revelou o sonho de que o Brasil pudesse adotar o regime de semipresidencialismo no governo. Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (11) durante evento no The Latvian – Lounge & Businesse Club, o presidenciável destacou que essa será uma de suas primeiras propostas, caso seja eleito. 

 

“Na minha opinião, o Congresso Nacional, junto com o Presidente da República, tem que fazer uma reforma do presidencialismo. Temos que fazer um plebiscito para mudar o regime. Se o povo desejar, como eu desejo, eu sonho mudar o país de presidencialismo para semipresidencialismo, onde o Primeiro-Ministro, chancelado pelo Congresso, cuida do dia a dia de milhares de elementos para a gestão do país, e o Presidente está no estratégico, cuida das Forças Armadas, das relações exteriores”, explica. 

 

Segundo o autor, “se o país fosse semipresidencialista, seria um oásis”. Para Cury, a solução é formar uma composição que forneça maior equilíbrio entre os poderes, incluindo o Judiciário, para o qual ele destacou a vontade de acabar com o sistema de vitaliciedade, que é uma garantia jurídica que assegura a permanência vitalícia de um servidor no exercício de seu cargo.

 

“Eu provocaria o Congresso na primeira semana. Os Ministros da Suprema Corte deveriam ficar 8 anos e depois, terminado o mandato, ir embora para exercerem as suas profissões”m sintetiza. Ele explica que, caso eleito, também ficaria à vontade para abrir mão da prerrogativa de escolher os ministros do Supremo Tribunal. 

 

“E também dois terços deveriam ser da carreira da magistratura, dois ou três do Ministério Público e um advogado. E quem deveria escolhê-los? Não mais o Presidente. Na minha opinião, quem deveria escolher é a própria classe dos magistrados, deveria escolher os ministros, a própria classe do Ministério Público e também a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] escolhendo o advogado. Assim nós pacificaríamos a nação”, afirma.

 

Ao final, o autor resume que se considera um pré-candidato “sem precisar do poder”. “Mas estou fazendo por amor à sociedade brasileira. E para mim, o Presidente da República é apenas um empregado da sociedade, contratado pelo voto, pago pelo contribuinte, com prazo de validade para ser despedido”, conclui.