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Custo da cesta básica em Salvador subiu em maio e já atinge R$ 657, aponta SEI

Por Redação

Custo da cesta básica em Salvador subiu em maio e já atinge R$ 657, aponta SEI
Foto ilustrativa: Fernando Frazão / Agência Brasil

O custo da cesta básica na capital baiana registrou alta de 5,29% no mês de maio de 2026, passando a custar R$ 657,01. O ritmo de crescimento superou a elevação de março. O aumento nominal no bolso do consumidor soteropolitano foi de R$ 33 em relação a abril. Os dados constam em boletim divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 


Do conjunto de 25 produtos que compõem o indicador, 14 registraram elevação de preço em maio. As maiores altas foram observadas na batata inglesa (52,34%), na banana prata (23,80%), no tomate (16,68%), na cebola (15,34%) e na cenoura (13,57%). Também subiram de preço o queijo prato (8,47%), a carne de sertão (7,04%), o arroz (4,84%), a carne de segunda (3,60%), o feijão (3,11%), o leite (2,84%), o frango (2,72%), a linguiça calabresa (1,13%) e a carne de primeira (0,51%).

 


Por outro lado, 11 itens apresentaram retração de preço no mesmo período. O recuo mais expressivo ocorreu no flocão de milho, que caiu 12,25%. Outros produtos que registraram queda foram os ovos de galinha (-5,53%), a maçã (-4,36%), o óleo de soja (-4,04%), o açúcar cristal (-1,71%), o pão francês (-1,48%), o café moído (-1,22%), o macarrão (-1,08%), a farinha de mandioca (-0,63%), a manteiga (-0,37%) e o queijo muçarela (-0,17%).

 

Foto: Joá Souza / GOVBA

Segundo o economista da SEI, Denílson Lima, fatores climáticos e sazonais, como o fim do período de safras, além de variações de temperatura e regimes de chuvas nas regiões produtoras, justificaram o aumento geral de maio. 

 

"Este cenário de elevação do preço da batata foi impulsionado pelo fim da safra. Além disso, o excesso de umidade no solo em áreas produtoras do Sul prejudicou o padrão dos tubérculos e restringiu a oferta nacional. Já a banana-prata subiu devido à diminuição sazonal da colheita e ao clima frio em praças produtoras, que acabou concentrando a demanda nacional em polos específicos", aponta.