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Viajar com bolsas e produtos falsificados pode resultar em multas e até prisão em países da Europa

Por Redação

Viajar com bolsas e produtos falsificados pode resultar em multas e até prisão em países da Europa
Foto ilustrativa: Reprodução

O uso de bolsas de grife falsificadas durante viagens internacionais pode trazer consequências legais severas em diversos países, especialmente na Europa. Embora no Brasil a utilização de produtos falsificados para uso pessoal não seja tipificada como crime, sendo ilegal apenas a comercialização, legislações internacionais têm endurecido a fiscalização e ampliado punições contra quem porta réplicas de marcas de luxo.

 

Na França, considerada uma das nações mais rigorosas no combate à falsificação, portar ou adquirir produtos falsificados pode configurar infração penal. A legislação francesa prevê penas que podem chegar a três anos de prisão e multas de até 300 mil euros, o equivalente a cerca de R$ 1,7 milhão. Em casos relacionados à fabricação, distribuição ou comercialização desses itens, as penas podem alcançar cinco anos de prisão e multas de até 500 mil euros.

 

As autoridades alfandegárias francesas intensificaram a fiscalização em aeroportos, estações ferroviárias e até em locais públicos, com foco na repressão ao comércio ilegal de produtos falsificados.

 

Em países como Itália e Alemanha, o cenário também é de forte combate à pirataria. Além da apreensão imediata dos itens, viajantes podem ser multados pelas autoridades locais. Na Alemanha, empresas detentoras de marcas podem colaborar com órgãos de fiscalização para identificar possíveis violações de propriedade intelectual.

 

Nos Estados Unidos, a fiscalização aduaneira também monitora produtos que violem direitos de marcas registradas. A entrada no país com itens falsificados pode resultar em apreensão dos produtos, retenção para averiguação e até complicações relacionadas à imigração e ao visto de entrada.

 

Entre os principais riscos para os viajantes estão a apreensão e destruição dos itens, aplicação de multas elevadas, abertura de processos administrativos ou criminais e registro de infrações aduaneiras que podem dificultar futuras viagens internacionais.

 

O advogado criminalista Tiago Juvêncio alerta que muitos turistas desconhecem a gravidade do tema em alguns países.

 

“É fundamental que as pessoas estejam cientes das implicações legais da posse de produtos falsificados, especialmente em países com regulamentações rigorosas. Ser flagrado com uma bolsa falsa em um aeroporto, por exemplo, pode resultar em consequências jurídicas severas, como prisão, multa e apreensão do produto”, afirma.

 

Especialistas recomendam que viajantes evitem transportar réplicas de marcas internacionais e, em casos de produtos originais de alto valor, levem notas fiscais ou comprovantes de autenticidade para apresentação às autoridades, caso solicitado.