Bahia registra sexto pior índice de desenvolvimento social do Brasil no ranking IPS
Por Eduarda Pinto
O estado da Bahia figurou em vigésimo segundo lugar no ranking nacional do Índice de Progresso Social Brasil (IPS), divulgado nesta quarta-feira (20). O levantamento, que se debruçou sobre os dados públicos dos municípios, também avaliou o desempenho médio dos estados brasileiros. A nota da Bahia foi 58,72, em uma média que vai de 0 a 100.
Entre os demais estados do país, a Bahia figurou na sexta pior colocação, à frente apenas de Rondônia (23º), Amapá (24º), Acre (25º), Maranhão (26º) e Pará (27º). Os destaques nacionais positivos, por sua vez, foram o Distrito Federal (1º), São Paulo (2º) e Santa Catarina (3º), que apresentaram as melhores pontuações, se destacando no mapa com os níveis mais elevados de progresso social.

Foto: Reprodução / IPS Brasil
Considerando as regiões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul, enquanto a Paraíba se destaca no Nordeste e Tocantins apresenta o melhor desempenho entre os estados da região Norte.
Entre os municípios baianos, a cidade de Abaíra, na Chapada Diamantina, lidera o ranking das melhores cidades do estado, com nota 65,14, seguida por Lauro de Freitas, Valente, Itiruçu e Tanque Novo. A capital e maior cidade do estado, Salvador, aparece na 15ª posição entre os municípios mais bem posicionados, com a nota 62,18.
PROGRESSO SOCIAL
O ranking IPS utiliza a metodologia do Social Progress Imperative, uma ferramenta de gestão territorial baseada em dados públicos, que identifica e apresenta balanços sobre a realidade socioambiental dos municípios. Em sua definição, o IPS Brasil explica que, em uma mesma escala, o levantamento avalia se as pessoas têm o que precisam para prosperar, desde necessidades básicas como abrigo, alimentação e segurança.
A análise considera 57 indicadores divididos entre 12 eixos temáticos e 3 categorias. As categorias são: Necessidades Humanas Básicas, que inclui indicadores como saneamento, moradia e segurança; Fundamentos do Bem-Estar, que inclui os referenciais de qualidade do meio ambiente e acesso à informação; e Oportunidades, onde estão incluídos indicadores como inclusão social e liberdades individuais.
