Antena 1: Em alerta sobre redes sociais, delegada da PF lembra caso de adolescente de Salvador que planejou ataque a igreja
Por Liz Barretto
A Polícia Federal identificou, há dois anos, que um adolescente de 15 anos do Subúrbio Ferroviário de Salvador planejava um ataque terrorista a uma igreja católica. O suspeito, que não teve a identidade revelada, estaria aliciando outros jovens de outros estados a participarem dos ataques.
Em entrevista à Antena 1 Salvador 100.1 FM, nesta quinta-feira (14), no programa Bahia Notícias no Ar, a delegada da Polícia Federal Lívia Carvalho afirmou que o caso é um exemplo do crescente envolvimento de menores de idade com atividades ilícitas em comunidades online.
A delegada explica que o crescimento deste tipo de crime, assim como ocorrências de abuso no meio cibernético, se intensifica com a insatisfação dos adolescentes e constante desumanização ligadas ao aumento do consumo das redes sociais.
“Quantas vezes a gente ouviu em notícias um jovem que matou a vó ou até matou alguém por conta de um smartphone. Eles não conseguem se movimentar no mundo sem esses aparelhos. Isso é algo que é fruto de muita atenção [...] São muitos jovens vivendo essa desumanidade e acreditando que a pessoa do outro lado não é gente”, alertou a delegada.
A policial ainda divulgou as atividades do Maio Laranja, mês de combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. Uma das ações destacadas foi o projeto Guardiões da Infância, um programa especial para enfrentar a violência sexual contra crianças e adolescentes.
Nesse contexto, policiais federais voluntários são capacitados para levar informação, orientação e em escolas e instituições de todo o Brasil. Por meio de palestras e atividades socioeducativas e um material didático padronizado para ensinar adolescentes, educadores, famílias e membros da rede de proteção a reconhecer riscos, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a rede de proteção.
“Em termos de abuso sexual, eles não se refletem na prática. Hoje a gente sabe que o abuso sexual infantil está no ambiente doméstico muitas vezes. Não é só com estranho. A gente precisa dar informação ao jovem para que ele entenda qual o limite de contato entre qualquer um e o seu próprio corpo”, afirmou Lívia.
