Presidente do IGHB critica secretário de Cultura da Bahia: "arrepio da lei"
Por Lucas Vieira
O presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB), o advogado Joaci Góes, fez críticas ao secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, durante a solenidade em comemoração aos 132 anos da instituição, realizada nesta quarta-feira (13), em Salvador. Durante o discurso, Joaci relembrou a suspensão dos repasses estaduais ao instituto em 2024 e classificou a decisão como uma afronta à cultura baiana. O secretário nega as afirmações e diz que tudo não passa de uma "fake news" do jurista.
Segundo Joaci, a medida ocorreu após o IGHB convidar o ex-chanceler Ernesto Araújo para participar de um debate sobre a Proclamação da República. “Há dois anos e pouco, a memória libertária do pensamento na Bahia foi gravosamente ofendida por uma iniciativa de um secretário de cultura [Bruno Monteiro] que resolveu suspender, ao arrepio da lei, um contributo para a manutenção dessa que é a 'Casa da Bahia'”, afirmou.
O dirigente também citou a vitória judicial do instituto contra o Governo da Bahia no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que considerou ilegal o corte dos repasses. Joaci elogiou a atuação do desembargador Alberto Raimundo Gomes dos Santos, relator do caso.
A crise entre o instituto e o governo estadual começou após a retirada do apoio da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA) ao evento promovido pelo IGHB em 2023. Posteriormente, o instituto deixou de receber cerca de R$ 700 mil mensais do Fundo de Cultura do Estado.
Representando o prefeito Bruno Reis na cerimônia, o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, também criticou o episódio e afirmou que houve “politicagem” na condução do caso. “O que se fez aqui foi a mais baixa politicagem. Na área de cultura, ao meu ver, não se pode agir dessa maneira”, declarou.
Ao Bahia Notícias, Bruno Monteiro negou perseguição política, pediu que Joaci provasse as acusações e afirmou que, na verdade, o IGHB apresentou um projeto em edital público do Fundo de Cultura do Estado, mas a proposta ficou na suplência após avaliação técnica.
Segundo Bruno, o episódio envolvendo a palestra com Ernesto Araújo ocorreu porque a atividade não constava no plano de trabalho previamente aprovado no convênio firmado com o Estado.
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