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Wagner destaca orgulho por turnê do Neojiba e ironiza críticas à China: "Se comunismo é isso aqui, é um sucesso"

Por Rebeca Menezes, da China

Wagner destaca orgulho por turnê do Neojiba e ironiza críticas à China: "Se comunismo é isso aqui, é um sucesso"
Foto: Bahia Notícias

Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.

 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, Wagner respondeu sobre a relevância da relação com a China, especialmente no ano Brasil-China de Cultura. "Eu fui na abertura lá em Brasília, com o embaixador da China no Brasil. Foi a primeira apresentação de uma orquestra mesclada de músicos brasileiros e chineses, com uma maestrina chinesa e um maestro brasileiro". 

 

O senador ainda destacou os avanços da região, traduzidos na estrutura do Shenzhen Concert Hall, onde aconteceu o espetáculo, e sobre como o nosso país pode aprender com os chineses. "Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso", ironizou.

 

Enquanto governador, Wagner ajudou a fundar o Neojiba em 2007: "Tenho muito carinho por esse programa. A ideia foi do meu ex-secretário de cultura, Márcio Meireles, que fez o convite para Ricardo Castro, que já era um solista famoso na Europa, e de Vitória da Conquista. Ele topou o desafio, e o resultado está aí". Agora, em meio ao encerramento da décima turnê internacional do grupo, a primeira para a China, o senador vê o resultado prático de uma política pública de incentivo à cultura. "É a música do Brasil trazida pro mundo inteiro através de jovens, não só da periferia de Salvador mas de municípios do estado inteiro. Eu fico muito orgulhoso. Acho que a música só desperta neles coisa boa. Essa juventude brilha no palco, se acha, se encontra, as famílias ficam super alegres... Imagina uma trabalhadora ver o seu filho ou a sua filha vir pra China se apresentar. Parece uma coisa de gente chique, mas não é. Basta o governo dar oportunidade, como a gente deu, para que o talento deles possa vir à tona", declarou.