Roma projeta ampliação da bancada do PL na Bahia e vê com naturalidade disputas internas na formação da chapa
Por Gabriel Lopes
O ex-ministro da Cidadania e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou que o processo de montagem da chapa proporcional do partido para as eleições de outubro tem sido marcado por disputas internas por espaço, cenário que, segundo ele, é característico da dinâmica partidária.
Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, na manhã desta quinta-feira (23), Roma indicou que a concorrência entre os próprios integrantes da sigla gera desconfortos, mas está associada à forma como cada candidato conduz seu mandato e busca apoio eleitoral.
Durante o bate-papo, ele projetou o saldo do partido na eleição para as Casas legislativas: eleger quatro deputados federais e pelo menos seis estaduais. “Sempre dá confusão, a política e especialmente a partidária ela requer, pressupõe a disputa por espaços, cada um tem a sua forma de exercer o mandato e a forma de pedir seu voto. Isso cria um desconforto, uma certa competitividade. O PL é o maior partido do Brasil, detém quase 20% de todo tempo de rádio e TV de todo Brasil”, afirmou.
“Aqui na Bahia temos 39 cadeiras de deputado federal e na última eleição apenas três foram ocupados por deputados do PL. Nessa eleição devemos chegar a quatro cadeiras para deputado federal”, emendou.
O dirigente também mencionou a composição da chapa estadual e a chegada de novos quadros ao partido, a exemplo de nomes já com mandatos.
“Na Assembleia Legislativa tivemos a chegada de alguns parlamentares como Samuel Júnior, deputado na casa de 100 mil votos, e o deputado Paulo Câmara, que ficou como suplente na última eleição mas é um deputado muito atuante, eu conheço ele desde quando foi candidato pela primeira vez a vereador em Salvador”, declarou.
“E outros nomes que vieram, vamos ter uma chapa muito forte, acredito que devemos fazer pelo menos seis deputados estaduais com a vinda desses nomes. E isso cria desconforto, algumas inseguranças, mas é fundamental para um partido que quer crescer e ocupar uma posição no estado da Bahia. Mas isso é positivo, mostra uma procura pelo PL”, concluiu.
